Homem, que ficou conhecido por aplicar golpes em aplicativos de relacionamento, foi sentenciado a quatro anos e seis meses de prisão em fevereiro deste ano
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por decisão unânime, o recurso da defesa do Galã do Tinder, e manteve a condenação do réu. O homem, que ficou conhecido por aplicar golpes em aplicativos de relacionamento, foi sentenciado a quatro anos e seis meses de prisão em fevereiro deste ano, em regime inicial fechado, pela prática de delito de estelionato.
Renan Augusto Gomes foi condenado por estelionato sentimental, quando a vítima é induzida ao erro por uma promessa falsa de relação afetiva ou com base no estabelecimento de confiança de um possível vínculo amoroso.
Segundo a promotora de Justiça Érika Pucci da Costa Leal, a hipótese se adequa ao que se convencionou chamar de estelionato sentimental, caracterizado pelo induzimento da vítima em erro mediante o emprego de meio fraudulento consistente em promessa de relação afetiva ou com base em relação de confiança fundada em falso vínculo amoroso, para obtenção de bens ou valores em proveito próprio ou alheio. Estabelecida a relação de confiança, o réu apresenta à vítima falsas situações que demandam dela o aporte de valores ou bens.
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A defesa do réu, por sua vez, tentou transformar a sentença em apenas uma dívida cível com as vítimas, o que não foi aceito pela 8ª Câmara do Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. "Nas contrarrazões de recurso, Érika ressaltou todas as provas que indicavam a presença do elemento subjetivo do tipo (dolo) e que impediriam o acolhimento da tese defensiva de que os fatos apenas se enquadrariam como uma dívida cível."
Renan foi preso em setembro do ano passado, na região de Pirituba, Zona Norte da capital paulista. A prisão ocorreu durante uma operação conjunta entre a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo do Campo e Ministério Público.
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As investigações apontaram que Renan tinha diversos perfis em redes de relacionamento, e se identificava como Augusto Keller. Após conhecer as mulheres, todas de classe média alta, ele assumia namoro e chegava até a conhecer os familiares. Com o tempo, ele passava a pedir dinheiro emprestado alegando problemas com a receita ou com os bancos, e depois desaparecia deixando as vítimas com dívidas.
Fonte: O Globo