A coluna conversou com Anna Alves-Lazaro, fundadora da Hope & Justice Foundation, com exclusividade, e conseguiu mais detalhes do caso
A coluna tem acompanhado de perto o caso do marido da cantora gospel Heloísa Rosa, Marcus Grubert, que foi preso nos EUA acusado de abusar de uma menina de 6 anos, em abril do ano passado. E a gente bateu um papo exclusivo com Anna Alves-Lazaro, fundadora da Hope & Justice Foundation, que está auxiliando a família da vítima, para trazer mais detalhes para vocês, queridos leitores.
Na entrevista, a advogada revelou que a Justiça americana negou um pedido de fiança para que o acusado aguarde o julgamento em liberdade e ainda deu mais detalhes sobre o processo, a audiência e a pena que ele pode pegar.
“Ele foi preso pelo crime de estupro de vulnerável, com agravante de ter sido uma menor de 12 anos e, por isso, se enquadra como crime capital. Isso significa que ele pode pegar, no mínimo, 25 anos e, no máximo, prisão perpétua ou pena de morte, de acordo com a legislação da Flórida. Além disso, o tribunal pode impor uma pena pecuniária de 10 mil dólares [R$ 51,6 mil em cotação atual] ou mais”, revelou Ana Alves-Lazaro.
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A especialista contou, ainda, que Marcus Grubert foi enquadrado no artigo 9940118C do estatuto da Flórida, referente à violência sexual contra a criança.E a defesa do preso tentou liberá-lo para esperar a sequência do caso com a família, sem sucesso: “Não foi estipulada fiança logo que ele foi preso, porém o advogado dele pediu a fiança na audiência de custódia e foi negado pelo juiz. Com isso, ele vai ser mantido preso, provavelmente até o julgamento. A primeira audiência pode acontecer até 175 dias [quase 6 meses] depois da prisão”, relatou ela.

Foto: Reprodução
E completou: “Provavelmente, a defesa vai trabalhar para correr com esse julgamento, para que ele tenha a primeira audiência, onde devem tentar outro pedido de fiança, que provavelmente será negado. E, a partir daí, o julgamento vai transcorrer com o promotor público, que é o Estado da Flórida contra o acusado”, detalhou.
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No fim do papo, Anna Alves-Lazaro definiu as expectativas dos envolvidos no processo: “Estamos acompanhando o caso. Demos todo o suporte jurídico e psicológico à família [da vítima] desde o início do caso e não vamos sossegar enquanto a Justiça não for feita”, garantiu ela
Fonte:Uol