A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal e tornou rés as empresas Vale e Tüv Süd, além de 16 pessoas físicas, no processo que apura o rompimento das barragens do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), que deixou 270 mortos e 3 desaparecidos. A tragédia ocorreu em 25 de janeiro de 2019.
As pessoas físicas foram denunciadas pelos homicídios qualificados das 270 vítimas, além de crimes contra a fauna, a flora e de poluição. As empresas Vale S.A. e Tüv Süd Bureau de Projetos e Consultoria Ltda. respondem pelos crimes contra a fauna, flora e poluição.
O processo chegou na última segunda-feira (23) à 2ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte (MG), apenas dois dias antes de prescrever: crimes ambientais prescrevem após quatro anos. Após aceitação da denúncia, não há mais risco de prescrição.
Veja também

Torres de energia em quatro estados sofrem ataques de terroristas golpistas
Lula quer emprestar dinheiro do BNDES para mau pagador
O MPF diz na ação que os acontecimentos, de “tamanha gravidade, resultaram na morte de mais de 270 pessoas” e outros “incontáveis danos socioeconômicos e socioambientais ao longo de mais 500 quilômetros de calha do rio Paraopeba”.
Entre as 16 pessoas físicas denunciadas está o diretor-presidente da Vale de então, Fábio Schvartsman, além dos diretores Silmar Magalhães Silva e Lúcio Flavio Gallon Cavalli, os gerentes e executivos Joaquim, Pedro de Toledo, Alexandre de Paula Campanha, Renzo Albieri Guimarães de Carvalho e Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo.
Entre engenheiros e geólogos da Vale também foram citados César Augusto Paulino Grandchamp, Christina Heloíza da Silva Malheiros, Washington Pirete da Silva e Felipe Figueiredo Rocha.
Os demais citados pertencem ao corpo da Tüv Süd, são eles o gerente da empresa no Brasil, Chris-Peter Meier, os consultores técnicos Arsênio Negro Junior e André Jum Yassuda, o coordenador Makoto Namba e o especialista Marsílio Oliveira Cecílio Júnior.A defesa da Tüv Süd afirmou à imprensa que não irá comentar as denúncias do MPF.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
Já as defesas de Christina Heloíza da Silva Malheiros, Joaquim Pedro de Toledo e Renzo Albieri Guimarães de Carvalho consideraram as acusações absurdas.
Fonte: Revista Fórum