Juiz afirmou que Camilo Cristófaro não teve consciência e a vontade de discriminar ao usar termo durante sessão da Câmara Municipal
A Justiça absolveu o vereador de São Paulo Camilo Cristófaro (Avante) da acusação de racismo. O juiz Fábio Aguiar Munhoz Soares, da 17ª Vara Criminal da capital, afirmou que não ficou demonstrada "a consciência e a vontade de discriminar" do político. Durante uma sessão na Câmara Municipal em maio de 2022, Cristófaro foi flagrado, em áudio vazado, usando a expressão racista "é coisa de preto".
Para o juiz, a fala do vereador "foi extraída de um contexto de brincadeira, de pilhéria, mas nunca de um contexto de segregação, de discriminação" e foi "completamente deturpada e mal interpretada" pelos vereadores que estavam na sessão da Câmara. "Se a frase foi infeliz, como admitiu o acusado e diga-se por outro lado que nela não se vê vontade de discriminar, porque, repita-se, deve a frase ser interpretada no contexto em que foi proferida e não como algo isolado ou como algo a ser interpretado em contextos diferentes numa espécie de arqueologismo jurídico", acrescentou o magistrado na decisão desta quinta-feira (13).
O Ministério Público, que denunciou Cristófaro, pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
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O vereador ainda enfrenta um processo na Corregedoria do parlamento paulistano. O corregedor-geral da Câmara, o vereador Rubinho Nunes (União), marcou o julgamento para 24 de agosto. Caso Cristófaro seja cassado, seria a primeira perda de mandato por racismo na história da maior casa legislativa municipal do país.
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Fonte: O Globo