Desfile de soldados do Exército no sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, em comemoração aos 201 anos da independência do Brasil
O Comando Militar do Sudeste investiga o desaparecimento de 21 armas de seu Arsenal de Guerra localizado em Barueri, na Grande São Paulo. A falta de 13 metralhadoras .50 e oito de calibre 7,62 foi notada durante uma inspeção na terça-feira (10).
Segundo o Exército, as metralhadoras sumidas são "armamentos inservíveis que foram recolhidos para manutenção". Em pleno funcionamento, as metralhadoras .50 são capazes de derrubar aeronaves, por exemplo.
Para Bruno Langeani, gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, a explicação do Exército é contraditória, e o furto das armas é preocupante mesmo que não estejam em pleno funcionamento.
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"Fala em 'inservíveis' e depois 'manutenção'. Mesmo que as armas não tivessem em condições imediatas de disparo, por falta de uma peça ou falha mecânica, o desvio é absurdamente preocupante, pois o crime dispõe de armeiros com condições de prestar manutenção nestas armas e produzir em máquinas modernas peças faltantes, ou mesmo 'canibalizar' uma arma para consertar outras", explica.
"Uma única metralhadora dessa [.50] na mão do crime organizado já sitia sozinha um batalhão inteiro de qualquer polícia do Brasil, agora imagine 13."
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Um Inquérito Policial Militar foi aberto para apurar as circunstâncias do furto. Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) declarou que a Polícia Civil não localizou registros sobre a ocorrência.
Fonte:Folha de São Paulo