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Leitores denunciam prefeita Maria Lucir por péssima gestão ao encontrarem medicamentos vencidos, com fezes e urina de ratos dentro da Central de Medicamentos no município de Beruri, interior do Amazonas
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Medicamentos injetáveis de alto custo vencidos, com urina de rato e fezes

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Considerada a pior gestão entre os municípios da mesorregião amazonense do Purus, o pequeno município de Beruri, continua ameaçado de perder todos os programas de saúde adicionados à Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) do Governo Federal através do Ministério da Saúde, o que fara' com que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) fiquem sem atendimento.

 

Já em 2019 a prefeita Maria Lucir Santos de Oliveira (mais conhecida como Dona Maria Lucir), patrocinada pelo senador Eduardo Braga (MDB), foi alertada da situação pelo ex-responsável técnico do órgão que regula a aquisição, armazenagem, distribuição e faria a dispensação de medicamentos aos usuários do SUS.

 

À época, os desperdícios com medicamentos fora da data de validade já assustavam servidores e usuários com a notícia de tantas perdas de medicamentos vitais a tratamentos de pessoas que precisam de remédios excepcionais (principalmente por conta o quantitativo de remédios vencidos).

 

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Os medicamentos estavam dentro de sacos plásticos

ondea primeira cobertura era composta de papel

higiênico sujo de fezes humana

 

Situação semelhante foi informada a prefeita pelo único farmacêutico da cidade de Beruri credenciado junto ao Ministério da Saúde (MS). Ele tentou reestruturar a Central de Abastecimento de Farmácia (CAF), mas foi afastado da função de forma inexplicável.

 

Dona Maria Lucir fez ouvido de mercadora e deixou rolar o caos já no primeiro ano de governo”, revela servidora da educação e saúde indígena do município.

 

Segundo a servidora - que pediu segredo da identidade -, “as aldeias indígenas são as mais afetadas pela falta de medicamentos, entre os quais, remédios para controle da pressão (baixa e alta), bem como, aqueles de custo alto que mais estariam em falta nos estoques da CAF do município.

 

Segundo fontes da educação e saúde indígena do município, “a perda de medicamentos vencidos continua, sem que a prefeita atente para uma possível suspensão de todos os programas de saúde administrados pelo Ministério da Saúde através do Sistema Único de Saúde, o SUS”.

 

De 2019 a 2023, Dona Maria Lucir viria incorrendo em possíveis crimes de responsabilidade ao permitir só o sobrinho procurador do Município na cidade de Manacapuru e na Capital Manaus, “a decisão de comprar medicamentos sem acompanhamento de um responsável técnico”, ressalta a fonte que admitiu, no entanto, “ser profunda conhecedora das demandas da população urbana, ribeirinha e indígena”.

 

Na esteira de possíveis irregularidades - que já começam a ser levadas ao Ministério da Saúde e ao MPF - o vazamento de um relatório confidencial atestou a precariedade do sistema de saúde básica e de especialidade do município. O documento foi entregue ao “PORTAL DE ZACARIAS" por servidores indignados com o descaso proposital atribuído a prefeita pela saúde do município de Beruri.

 

O dinheiro gasto pela prefeitura em medicamentos, sem o aval de um responsável técnico (Farmacêutico credenciado junto ao Ministério da Saúde), tem despertado forte contriaridade da população de Beruri. A maioria diz que, “enquanto a prefeita e o sobrinho Procurador ficam ricos, os usuários do SUS morrem nas filas do hospital à espera de tratamento e remédios”.

 

O relatório a que o “PORTAL DO ZACARIAS" teve acesso com exclusividade, atesta ainda que a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) poderá vir a ser descredenciada do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que, “a Prefeitura de Beruri não tem nenhuma documentação relacionada à aquisição legal de medicamentos no mercado, como determina a nova Lei das Licitações, de número 14.133”.

 

O Relatório Situacional apresentado a prefeita do município no dia 25 de janeiro deste ano, atestaria, também, que “Dona Maria Lucir do MDB” trocou o farmacêutico responsável por uma enfermeira (sem graduação em administração hospitalar), uma jovem assistente e um antigo servidor para deliberar sobre medicação, inclusive, “os de alta complexidade”.

 

A equipe do CAF de Beruri foi montada em 2019 pela prefeita à sua maneira. “Ela só escuta o sobrinho Procurador do Município”, e é ele que iria às compras nos mercados da vizinha Manacapuru, na Capital Manaus e em Porto Velho (RO), acrescentaram fontes.

 

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Nas perdas de medicamentos jogados fora com data de validade vencida, segundo listagem apresentada no relatório pelo setor responsável pela Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), em Beruri, constam de insumos, material apenso, correlatos a químicos cirúrgicos já vencidos ou inviáveis ao uso humano, assim como, o total do valor monetário perdido após a segregação de cada item que sequer seriam incinerados, arrematou parte de servidores da saúde e educação indígena do município.

 

CENTRAL DE ABASTECIMENTO FARMACÊUTICO DO MUNICÍPIO

DE BERURI COM MEDICAMENTOS VENCIDOS, REPLETO

DE FEZES E URINA DE RATOS. VEJA FOTOS:

 

 

 

 

 

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