O Maio Vermelho é o mês de conscientização sobre o câncer de boca, doença que exige diagnóstico precoce para aumentar chances de cura
Estamos no Maio Vermelho, mês de conscientização sobre o câncer de boca, um tumor maligno que pode afetar os lábios e outras estruturas da cavidade oral. No Brasil, só em 2023, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) contabilizou mais de 15 mil novos casos da doença, sendo 10,9 mil em homens e 4,2 mil em mulheres. Esse câncer é o 5º mais recorrente no sexo masculino no país, especialmente a partir dos 40 anos.
A oncologista clínica Eliana Araújo, coordenadora do setor de oncologia do Hospital Amhemed explica que a maior incidência de diagnóstico em homens pode ser atribuída à exposição a múltiplos fatores de risco. No entanto, ela ressalta que todos precisam estar atentos e se prevenir.
“Os principais fatores de risco para o câncer de boca incluem o tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição excessiva ao sol sem proteção, má higiene oral e a infecção pelo vírus HPV. A genética também pode influenciar, especialmente em famílias com histórico de pacientes jovens diagnosticados com câncer de boca”, alerta.A especialista alerta que os primeiros sinais e sintomas do câncer de boca podem variar, mas geralmente incluem:
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Lesões que não cicatrizam na cavidade oral, como nos lábios, gengiva e céu da boca;
Sangramentos;
Alterações na fala;
Dificuldade para engolir;
Lesões de crescimento rápido.“A qualquer sinal, procure um médico. Quando o diagnóstico é tardio, podem aparecer nódulos cervicais”, alerta a médica. Ela enfatiza ainda que, no caso de lesão suspeita, o paciente deve procurar um médico especialista em cabeça e pescoço.
Por isso, é crucial diagnosticar a doença o quanto antes. Isso porque a chance de cura em pacientes com tumores na fase inicial é superior a 95%. No entanto, em casos mais avançados, onde há sintomas como dor ou dificuldade de movimentar a língua, essa chance de cura pode cair para 45%.

Foto: Reprodução
“O tratamento para o câncer de boca é multiprofissional, envolvendo cirurgia em casos iniciais, quimioterapia e radioterapia em estágios mais avançados, além de suporte de fonoaudiologia, nutrição e fisioterapia”, aponta Eliana.
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Vale destacar que os efeitos colaterais do tratamento podem ser significativos. “A cirurgia para câncer avançado pode ser mutilante, já a radioterapia associada à quimioterapia pode causar radiodermite, perda do paladar, secura da saliva, náuseas, vômitos, emagrecimento, alterações intestinais e imunidade baixa, aumentando o risco de infecção”, diz a oncologista.
Fonte: Saúde em Dia