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Letticia Munniz diz estar cansada de representar diversidade na moda: 'Outras precisam vir'
Foto: Reprodução

Apresentadora questiona a falta de mulheres diversas no mundo da moda

Letticia Munniz fez questão de estar mais um ano no SPFW mesmo que isso custe toda sua energia na ponte aérea Rio-São Paulo em meio a gravações nos Estúdios Globo.

 

A modelo de 33 anos enfrentou a maratona de desfilar por quatro marcas na mesma edição e deixa o recado: "Muitas outras precisam vir, porque Letticia está cansada. Não tenho tempo mais. Estou no Rio e gravando muito".

 

Marcada como representante do 'corpo gordo' nas campanhas e passarelas, a assistente de palco do Domingão com Huck tem carregado a missão de integrar a cota 'grande gostosa', mas demonstra exaustão com o papel, e questiona a falta de outras mulheres fora do padrão nos lugares em que ocupa em pleno 2023.

 

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"Não acho que eu deveria estar abrindo caminhos, esses caminhos já deveriam estar abertos muito antes, eu sou nova e não acho certo isso estar começando agora", desabafou. "Tem que ter a mesma quantidade de corpos diversos como de corpos magros não só SPFW, mas nas campanhas. A gente está tendo um retrocesso", completou.

 

Letticia Munniz — Foto: Reprodução/Instagram

 

A distorção do conceito plus size com base em corpos magros é outra questão levantada pela influenciadora.

 

"Eu conheço modelos plus size - e não é nada pessoal com elas - que são lindas, maravilhosas, minhas amigas, mas que não são gordas. Elas só não são tão magras como as modelos magras, mas estão sendo usadas como 'modelos gordas'. São meninas que usam 44, e não podem ser as 'modelos gordas da campanha', porque elas não são gordas. Não podem ser 'as modelos gordas da passarela', elas só não é tão magras quanto as outras", refletiu.

 

Em meio a falta da contemplação de aliadas, Letticia explica como sua disponibilidade para as marcas faz o público se enxergar na sua visibilidade. "Depois que eu saio, que vem toda a repercussão, eu vejo que, independentemente de como andei e a cara que eu fiz, como foi importante e necessário estar ali. Isso muda muita coisa, muita gente que sonha em fazer uma cirurgia para mudar de corpo, passa fome para mudar de corpo, é triste todos os dias porque está todos os dias tentando mudar quem é. Elas se sentem andando junto comigo na passarela".

 

Letticia Munniz — Foto: Reprodução/Instagram

Fotos: Reprodução

 

CASO LUANA ANDRADE 


A ativista body positive também cita a trágica morte de Luana Andrade, vítima de complicações de uma cirurgia plástica, ao questionar a busca incessante pelo padrão inatingível. "A gente veio aí de uma semana muito pesada, de uma influenciadora que faleceu fazendo uma lipoaspiração, uma menina que já era magra, que nem precisava, e aí também entra nesse mérito, né? 'Mas ela é magra, não precisava'; se fosse uma pessoa gorda não era uma perda, se fosse gorda tinha que ter feito, né?", questionou.


"Fico feliz de perceber como meu trabalho é importante, acho que ele pode mudar o pensamento de muitas mulheres para que elas não morram, literalmente, em nome de um padrão que é tão inatingível que não existe naturalmente, você tem que fazer numa mesa de cirurgia", acrescentou.

 

Letticia ainda reforça a cobrança por figuras que devam caminhar junto com ela na quebra de padrões do mercado. "Quero sempre estar, mas quero que outras meninas também estejam. Não quero que só a Letticia esteja porque ela é famosa. Tem que ter muito mais modelos plus size, modelos diversos, modelos PCDs, porque as pessoas precisam se ver. A moda é o que é legal e se eu não sou legal, eu estou errado, eu preciso mudar", afirmou.

 

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"O que está fora de moda é cuidar da vida dos outros. A preocupação com o nosso corpo nunca parte da gente, sempre parte dos outros. É sempre alguém que um dia te falou e aquilo entrou em você e nunca mais saiu. As mulheres, principalmente, estão o tempo todo tentando agradar o outro para que elas sejam desejadas, para que elas sejam consideradas bonitas, para que os caras queiram elas. Se as pessoas não cuidassem tanto do corpo dos outros, tudo seria diferente", concluiu.

 

Fonte: Revista Quem

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