Lívia
Lívia Andrade começou a vida artística aos 13 anos, fazendo campanhas publicitárias. Em sua trajetória de quase 30 anos de carreira, já atuou, cantou, dançou e foi assistente de palco e apresentadora, entre inúmeras outras atividades na TV. Há mais de um ano e meio, depois de um longo período no SBT, ela diz que vive uma de suas melhores fases como parte do elenco fixo do "Domingão com Huck", da TV Globo.
— Só tenho coisas boas para falar, deu supercerto. O público curtiu, aceitou, assimilou (a mudança de emissora). Eu não tinha noção de como seria. Mas estar ali com a plateia, com o padre (Fábio de Melo), com o Luciano (Huck), deu certo — afirma Lívia, acrescentando que adora receber o retorno do público nas ruas: — Meus encontros em aeroporto, em mercado são muito especiais. Só tive retorno positivo. As pessoas falam que estão assistindo ao programa por minha causa. Eu fiz muita coisa diferente: humorístico, novela, diário de fofoca, infantil, rádio... As pessoas vão criando expectativas para a gente, vão tendo sonhos que talvez a gente não tenha para a nossa vida. Elas enxergam isso como uma grande vitória, como eu também.
Em sua longa estrada na televisão, a apresentadora comenta que enfrentou muitos desafios, mas sempre buscou estar preparada:
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— Eu, na verdade, não sou uma pessoa de fazer planos e projetos. Não tenho sonhos nem crio expectativas, até porque a minha realidade sempre foi muito difícil. E, sendo mulher, é mais difícil ainda. No meio artístico, a gente sabe como as coisas funcionam, então eu sempre procurei me preparar para as possíveis oportunidades.
Lívia conta o que a atraiu para o meio artístico, quando ainda erauma adolescente:
— O que me chamou atenção, na verdade, foi comparar a realidade dos meus amigos, das famílias deles, com o que eu estava vivendo. Um colega meu tinha que trabalhar o mês inteiro para ganhar esse salário. Com uma participação na televisão, eu ganhava, em um dia, o que a pessoa recebia por mês. Além disso, era tudo tão encantador, tão bonito. Ao mesmo tempo, era tudo muito difícil. Então, eu fui pela questão financeira, pelo glamour também, com certeza. Mas quando me deparei com a realidade do meio artístico... É muito difícil, com todos os preconceitos, por eu ser mulher, por ser muito nova. Procurei aproveitar da melhor maneira aquele momento, porque para mim aquilo ia acabar no dia seguinte.
Para se proteger durante a carreira, ela diz que precisou criar uma casca:
— Para a mulher é tudo mais difícil, em todos os sentidos. Você tem que ter todo um cuidado com a questão do machismo. Eu tive que criar uma personalidade mais ácida, mais agressiva, para me proteger um pouco do meio, das pessoas. Então, sempre fui muito reativa. Sempre aprendi a não levar desaforo para casa, a não permitir que as pessoas me humilhassem ou faltassem com respeito comigo, independentemente de quem fosse. Já me prejudiquei várias vezes, mas, para mim, isso não é se prejudicar, é se proteger. Com certeza perdi muitas oportunidades porque eu sempre fui do "bateu levou". Se a pessoa me tratava com desrespeito, eu automaticamente devolvia. Mas quem era eu na fila do pão na TV?
Lívia destaca que contrariou opiniões ao entrar na Globo logo após deixar o SBT:
— A gente escuta muita coisa. As pessoas diziam: "Ah, mas você está há tanto tempo numa emissora, para mudar você teria que descansar a imagem". Não foi assim que aconteceu. Isso é uma lenda urbana. Foi muito rápida essa transição, e a adaptação foi natural.
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Foto: Reprodução
Sendo uma pessoa pública, ela comenta que procura não se submeter a pressões estéticas e sociais, como casamento e maternidade.
— Esta questão da beleza era extremamente pesada, hoje eu vejo isso. Até hoje eu passo por isso, mas nem tanto. Até porque a gente vai se posicionando, e as pessoas vão entendendo onde é que elas vão pisar. Sempre deixei muito clara a minha postura e a minha personalidade já para evitar certas coisas. Aí vai passando o tempo e começam: "Vai casar?". Está casada e perguntam: "E os filhos?". São coisas que as pessoas criam um padrão, um perfil, e acham que todo mundo tem que se enquadrar nessas coisas. Eu vejo as pessoas de forma completamente diferente. Somos seres únicos, com vontades únicas, com sonhos únicos. A gente não tem que seguir um padrão, a não ser que a gente queira, a não ser que isso faça bem para a gente. Mas, caso contrário, eu acho que a gente tem que experimentar coisas. Isso vai muito de acordo com a vivência de cada um — diz a apresentadora, que namora o empresário Marcos Araújo, com quem vive um relacionamento discreto e longe dos holofotes.
Sobre o "Domingão", ela diz que aparecerá em novas atrações durante o ano:
— Posso dizer que tem muita novidade vindo por aí. O Luciano quer colocar todo mundo em tudo. Realmente hoje eu me sinto parte de uma família. Ele não tem essa coisa do ego e da vaidade. Está sempre querendo dividir, trocar e incluir.
Já para 2024, uma das possibilidades que avalia é a de voltar a desfilar no carnaval:
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— Este ano especificamente foi surpreendente. Recebi dois convites muito legais, de escolas de samba muito legais, e eu fiquei mexida. Mas como estava muito em cima... O carnaval faz parte da minha vida, eu tenho muito respeito por isso, não quis chegar na última hora e sambar. Preciso me envolver com o tema, com o samba, quero conhecer o barracão, a história. Quero estar com a comunidade, preciso me identificar. Este ano eu não saí, mas me balançou bastante. Eu estou aqui me coçando, porque já estou recebendo algumas propostas. Acho que em 2025 vou sair.
Fonte: O Globo