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Lula defende união contra crime organizado em telefonema com presidente do Equador
Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) defendeu que Brasil e Equador se unam para combater o crime organizado ao conversar ao telefone com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, na manhã desta terça-feira (23). O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) acompanhou a ligação.

 

A conversa ocorre em meio à mais recente crise de violência no país andino, imerso em um "conflito armado interno" desde o início de janeiro. Segundo nota, Lula se solidarizou com seu homólogo equatoriano e indicou disposição para ajudar a nação, "inclusive por meio de ações de cooperação em inteligência e segurança".

 

O petista ainda ressaltou que a luta contra o crime organizado também é desafiadora para o Brasil, com os agravantes da "porosidade e extensão das fronteiras terrestres e marítimas do país". "Ambos concordaram que os países sul-americanos devem estar unidos no combate ao crime organizado, que atinge a todos, e que o fortalecimento da integração regional é condição fundamental para a superação do problema.

 

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Cerca de duas horas após a invasão, durante as quais os funcionários foram feitos reféns, a polícia conseguiu acesso ao local e prendeu ao menos 13 homens, com os quais foram apreendidas armas de fogo e munições, além de explosivos

 

Ressaltaram, também, a necessidade de coordenação com países consumidores de drogas para o combate efetivo ao narcotráfico", prossegue o comunicado. O diálogo entre os dois líderes se dá em um momento em que a crise de segurança no Equador dá sinais de arrefecer. Também nesta terça, Noboa suspendeu o toque de recolher que havia estabelecido ao decretar estado de exceção no país, em 8 de janeiro.

 

Em 160 dos 223 cantões em que o país se divide, assim, os equatorianos poderão voltar a ocupar as ruas entre 23h às 5h. A declaração de estado de emergência havia sido a resposta inicial de Noboa à fuga do narcotraficante Fito, líder da facção Choneros, da cadeia, em 7 de janeiro.

 

Ainda que o presidente não tenha citado o episódio nominalmente no vídeo em que anunciou a medida, ele afirmou que ela permitia que as Forças Armadas interviessem no sistema prisional. Mas o decreto só levou as gangues a dobrarem a aposta na violência, detonando explosivos e sequestrando policiais por todo o país no que a imprensa local descreveu como uma "noite de terror".

 

Foi então que o presidente equatoriano, eleito com um discurso punitivista, assinou um documento afirmando que o país havia entrado em "conflito armado interno". O texto declarava guerra a 22 organizações criminosas, que passaram a ser classificadas de terroristas, e ordenava que as Forças Amadas executassem operações "para neutralizá-las".

 

Soldados montam guarda em frente ao palácio presidencial Carondelet em Quito, no Equador

Fotos:Reprodução

 

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As propostas que o grupo encaminhou às autoridades de Quito incluíam "intercâmbio de informações de inteligência para enfrentamento do crime organizado" e "disponibilização de equipamentos de inteligência", além de "apoio na identificação dos presos do sistema penitenciário equatoriano e oferecimento de cursos sobre descapitalização [redução de recursos financeiros] para o crime organizado". 

 

Fonte:FolhaDeSãoPaulo

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