Lula convocou ministros e líderes dos Poderes para reunião sobre o G20. Brasil assume comando do bloco em dezembro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou empenho dos ministros do governo federal, nesta quinta-feira (23/11), e afirmou que eles terão de trabalhar mais para cumprir as tarefas da Presidência do Brasil no G20 sem abrir mão das demandas do país. O petista frisou que a liderança do bloco é mais importante, politicamente, que a Copa do Mundo.
O chefe do Executivo federal se reúne com ministros e líderes de Poderes em reunião no Palácio do Planalto, nesta manhã, para instalação do Comitê Nacional do G20. O Brasil assume a liderança do bloco que reúne as maiores economias do mundo em 1º de dezembro, para mandato de um ano.
“É o evento mais importante que nós estamos metidos. É mais importante, do ponto de vista político, do que uma Copa do Mundo. Os ministros têm que ter consciência do seguinte: todo mundo vai ter muita tarefa. Mas não esqueça que vocês foram eleitos, escolhidos para ser ministros, governar o Brasil”, declarou o petista.
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Além do primeiro escalão do governo, participaram do evento os presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; e do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. Lula explicou que a “prioridade é a função para a qual foram escolhidos para ser ministros, governar o Brasil”.
“Isso significa que vocês vão ter que trabalhar mais do que já estão trabalhando, vão ter que se virar em dois, em duas, para atender às organizações do G20 e não deixar a peteca cair”, cobrou o titular do Planalto.
À frente do principal fórum de cooperação econômica internacional, o Brasil pretende pautar assuntos caros à gestão do petista. O eixo principal, segundo Lula, será a “diminuição de desigualdades”.
Em um âmbito político internacional, o presidente brasileiro quer garantir equidade também na voz dos países do chamado Sul Global (países em desenvolvimento), a partir de uma nova governança global.
“Não é possível que as instituições, o Banco Mundial, o FMI [Fundo Monetário Internacional], e tantas outras instituições financeiras continuem funcionando como se nada tivesse acontecendo no mundo, como se tivesse tudo resolvido”, comentou.
Lula voltou a citar o caso da Argentina, e do continente africano, e ressaltou que “se não houver uma discussão sobre como fazer o financiamento para os países pobres, a gente não vai ter solução. Os ricos vão continuar ricos, pobres continuar pobres, e quem está com fome vai continuar com fome. Vamos aproveitar [a Presidência] do Brasil e fazer uma grande discussão”.
“Muitas vezes, instituições que emprestam dinheiro não com o objetivo de salvar o país que está tomando dinheiro emprestado, mas pra produzir um ativo produtivo em uma demonstração de que não há contribuição para salvar a vida dos países”.
Nessa quarta-feira (23/11), o chefe do Planalto discursou durante cúpula virtual do G20 que marcou o encerramento da gestão da Índia na liderança do foro. Durante o pronunciamento, Lula explicou que as propostas serão elaboradas em três linhas: combate à fome, transição energética e desenvolvimento sustentável e nova governança global.
Além disso, anunciou a criação de grupos de trabalho contra a fome, transição energética e empoderamento feminino.Em novembro do próximo ano, o Rio de Janeiro sediará a 19ª Cúpula de chefes de Estado e governo do bloco.
G20
O Grupo dos Vinte (G20), bloco do qual o Brasil estará à frente entre 1º de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2024, é o principal fórum de cooperação econômica internacional.
O foro reúne 19 países e a União Europeia (UE), tendo entre os membros nações consideradas como desenvolvidas e o novo Sul Global (antigos países em desenvolvimento).
São eles: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.
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Para se ter dimensão do peso do bloco no contexto internacional, os países que integram o G20 respondem por quase 80% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 70% da população global, concentrando aproximadamente 75% do comércio internacional.
Fonte: Metrópoles