Após uma disputa marcada por duelo de padrinhos e lobby nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo e decidiu indicar os desembargadores Afrânio Vilela, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e Teodoro Santos, do TJ do Ceará, para as duas vagas em aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A equipe da coluna confirmou a informação com integrantes do governo ouvidos em caráter reservado.
Único nordestino da disputa, Teodoro Santos era apoiado pelo governador petista Camilo Santana.
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Depois de ver seu candidato ao STJ derrotado em um duelo particular com o apadrinhado de Dias Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes passou a trabalhar nos bastidores pela candidatura do desembargador mineiro Afrânio Vilela.
Conforme informou a coluna, o endosso do todo poderoso ministro do Supremo à indicação do magistrado mineiro faz parte de um cálculo político maior que inclui a sucessão da Procuradoria-Geral da República (PGR), e que o fez buscar um acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também apoia Afrânio.
O STJ é um tribunal responsável por julgar crimes cometidos por governadores, desembargadores e procuradores da República, além de analisar pedidos de federalização de investigações (como no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco) e homologar decisões estrangeiras – situação do jogador Robinho, que ainda aguarda uma definição do tribunal.
Na avaliação dos petistas, a Corte também já deu muita dor de cabeça para Lula. Impôs reveses ao presidente no âmbito da Lava-Jato, confirmando sua condenação no caso do triplex do Guarujá, ainda que tenha reduzido a sua pena de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.
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Lula precisou recorrer ao Supremo – instância judicial máxima do País – para anular suas condenações, conseguir sair da prisão e restaurar sua elegibilidade.
Fonte: O Globo