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Lula propõe salários iguais e cota para vítimas de violência doméstica
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quarta-feira (8/3), data em que se celebra o Dia da Mulher, ações formuladas por 19 ministérios e pelos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES) para combate à violência contra mulheres e promoção de direitos.


A principal medida é um projeto de lei para promover a igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função na iniciativa privada. Segundo Lula, o texto, a ser encaminhado ao Congresso Nacional, vai estipular medidas para que empresas tenham maior transparência sobre seus salários e ampliar a fiscalização e o combate à discriminação salarial.

 

“Com a lei da equiparação salarial que apresentamos agora, fizemos a questão de colocar a palavra ‘obrigatoriedade’. Se trabalha na mesma função, com a mesma competência, a mulher tem o direito de ganhar o mesmo salário”, disse durante a cerimônia em celebração ao Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto.

 

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Deputados e senadores chegaram a aprovar um projeto para instituir multa aos empregadores que fazem a distinção salarial. No entanto, há um impasse, porque a lei foi devolvida ao Congresso Nacional pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Construção de casas e cotas para vítimas de violência


O governo recriou o programa Mulher Viver sem Violência, o qual prevê a construção de 40 novas unidades das Casas da Mulher Brasileira, com utilização de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e investimento de R$ 372 milhões, além da doação de 270 viaturas para a Patrulha Maria da Penha.

 

Será editado também um decreto prevendo a regulamentação da cota de 8% da mão de obra para mulheres vítimas de violência em contratações públicas na administração federal direta, nas autarquias e fundações.

 

Veja as medidas assinadas por Lula:


1) Decreto que institui programa Mulher Viver sem Violência


2) Mensagem ao Congresso Nacional de ratificação da convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre violência e assédio no mundo do trabalho


3) Decreto que exige mínimo de mão de obra constituído por mulheres vítimas de violência


4) PL do Dia Nacional Marielle Franco de enfrentamento à violência política e de gênero


5) PL que institui a lei de igualdade salarial e remuneratória entre mulheres e homens


6) Decreto que institui programa de proteção e promoção de saúde menstrual


7) Decreto que altera lei da Bolsa Atleta para garantir licença-maternidade e proteção aos direitos da gestante


8) Mensagem ao Congresso Nacional de ratificação da convenção da OIT sobre igualdade de oportunidade para trabalhadores homens e mulheres com responsabilidades salariais

 

Adicionalmente, o 14 de março será transformado no Dia Nacional Marielle Franco, data com foco no enfrentamento à violência política de gênero e de raça. Em 14 de março de 2018, a vereadora do Rio de Janeiro pelo PSol foi assassinada em um crime político ainda sem solução.

 

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A iniciativa, que busca alertar sobre a violência política no país, é do Ministério da Igualdade Racial, comandado pela educadora Anielle Franco, irmã de Marielle.

 

Fonte: Metrópoles

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