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Lula quer levar Pacheco e Lira à China e, na viagem, tentar pacificar relação entre os dois
Foto: Reprodução

Confirmadas as novas datas da viagem oficial à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a convidar os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a integrarem a comitiva presidencial.

 

Caso ambos aceitem, Lula espera conseguir um momento para tentar pacificar a relação entre eles. Pacheco já confirmou presença, e Lira teria sinalizado que deve aceitar o convite.

 

A disputa entre Pacheco e Lira pelas regras de tramitação das medidas provisórias está gerando dificuldades para o governo. O Palácio do Planalto está sendo obrigado a negociar com os dois a tramitação de cada MP. Em relação às que estão no Congresso, já houve um acordo.

 

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A preocupação do governo se estende às próximas MPs que vêm sendo planejadas – por exemplo, a que vai elevar o salário mínimo a partir de maio para R$ 1.320.

 

A expectativa, segundo assessores, é que Lula reúna na cabine presidencial do seu avião os dois para que conversem e se acertem. Como a viagem é longa, disse um auxiliar, tempo para uma negociação haverá durante o trajeto até a China.

 

ACORDO EM CONSTRUÇÃO


Em relação às MPs já editadas por Lula, o último acordo fechado entre o Palácio do Planalto e o Congresso prevê a instalação de seis comissões mistas no Congresso para avaliarem seis medidas provisórias.

 

Quatro devem ser instaladas já na próxima semana: sobre reestruturação do governo, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Carf. Outros, até o final de abril sobre Mais Médicos e Programa Nacional de Alimentos.

 

Outras duas devem ser incorporadas na forma de emendas às que já terão comissões mistas instaladas. A do Coaf na MP da reestruturação do governo. E a do Vale Gás na do Bolsa Família.

 

As demais seguirão tramitando dentro do Congresso para que seus efeitos jurídicos não caiam, mas serão enviados também na forma de projetos de lei em regime de urgência constitucional.

 

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Na prática, as MPs não serão votadas e serão substituídas pelos projetos em regime de urgência. 

 

Fonte: G1

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