O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja para a China entre 26 e 31 de março, onde visitará as cidades de Pequim e Xangai e fará reuniões com o presidente Xi Jinping e o governo chinês a fim de assinar ao menos 20 acordos bilaterais. De acordo com o Itamaraty, que fez o anúncio da viagem, a comitiva brasileira contará com 240 empresários, além de ministros e parlamentares.
A maioria dos empresários, cerca de 90 deles, é do agronegócio. O Itamaraty informou que o governo brasileiro não está custeando a ida do grupo ao país que é desde 2009 o principal parceiro comercial do Brasil.
Nesta primeira viagem de Lula, em seu novo mandato, ao lado oriental do planeta, um dois objetivos é diversificar as relações comerciais. O Brasil quer vender mais produtos industrializados ao gigante asiático ao invés de focar seus esforços na exportação de commodities.
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Os empresários viajam ao país para auxiliar nesse objetivo. Atualmente os principais produtos exportados para a China são soja e minério de ferro.
“É uma visita de importância comercial, econômica e também política. Ela acontece na sequência da retomada de contatos de alto nível. Ocorre num momento auspicioso, de novo ciclo político no Brasil e na China.
O objetivo é o aprofundamento da parceria estratégica global”, declarou à imprensa o embaixador Eduardo Saboia, secretário para Ásia e Pacífico do Itamaraty.Além da questão comercial, os outros cerca de 20 acordos bilaterais que o presidente almeja assinar com os chineses envolvem temas como tecnologia, combate à fome, às mudanças climáticas, esportes e outros.
A reunião com Xi Jinping ocorre em 28 de março, um dia após a chegada da comitiva de Lula ao país, e o Itamaraty não antecipou nenhuma expectativa a respeito da pauta que os chineses devem trazer para o encontro.
“Um dos temas da visita é o desenvolvimento dos países, o que envolve tecnologia, mudança do clima, transição energética e o combate à fome. É um momento em que o Brasil e a China também falam para o mundo, isso também está nos objetivos”, afirmou Saboia.
CBERS 6
Entre os acordos que o petista pretende assinar, consta um que prevê a construção e operação de um satélite, gerido por ambos países, que visa melhorar a qualidade de imagem para o monitoramento do desmatamento na Amazônia.
“O CBERS 6 será o primeiro satélite desenvolvido entre os dois países que usa tecnologia que permite monitorar a floresta mesmo com nuvens. É um avanço”, declarou o embaixador.
O programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) colocou o seu primeiro satélite em órbita em 1999 e, em 2019, o último. Ao todo, o programa já consumiu mais de U$ 300 milhões.
O CBERS 04A, lançado em 2019, terá sua vida útil encerrada em 2024. Seus custos foram igualmente divididos entre China e Brasil, e o satélite é útil para monitorar alguns tipos de atividades, como a do garimpo no leito de rios.
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O problema é que suas câmeras são afetadas pelas nuvens, justamente a questão que o novo satélite pretende corrigir.
Fonte: Revista Fórum