A decisão da guerra foi tomada por dois países, disse o presidente, antes de deixar Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer, nesse domingo, que a Ucrânia também foi responsável pela decisão de entrar em guerra com a Rússia. O presidente Lula falou antes de encerrar a visita a Abu Dhabi, última escala da viagem que teve como destino principal a China.
— A decisão da guerra foi tomada por dois países. E agora o que estamos tentando construir é um grupo de países que não tem envolvimento com a guerra, que não quer a guerra, que desejam construir paz no mundo, para conversarmos tanto com a Rússia quanto com a Ucrânia — declarou o presidente.
Lula disse ainda apresentou a proposta aos presidentes da China e dos Emirados Árabes Unidos. O presidente brasileiro defendeu o fortalecimento da governança global e a que as negociações para a paz na Ucrânia sejam conduzidas por um grupo semelhante ao G20 — o grupo que reúne as maiores economias do mundo — envolvendo países neutros na articulação para por fim à guerra, que já dura mais de um ano. Lula disse que falou com o presidente Chinês, Xi Jinping, e com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed ben Zayed al Nahyan, e afirmou acreditar na possibilidade de êxito na formação do grupo.
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O presidente Lula disse ainda que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não tomam a iniciativa de encerrar o conflito e que os Estados Unidos seguem contribuindo para a continuidade da guerra.
Fizemos uma importante visita aos Emirados Árabes, com acordos que vão fortalecer o desenvolvimento de nossos países. Pude também convidar o presidente @MohamedBinZayed para visitar o Brasil, e sei que ainda vamos avançar em nossas relações. ????
— Lula (@LulaOficial) April 16, 2023
?: Audiovisual/PR pic.twitter.com/jDhXhd7KCN
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No sábado, antes de sair de Pequim, o presidente brasileiro defendeu que os Estados Unidos precisam parar de incentivar a guerra para que possa haver uma solução para crise na Ucrânia. Nesse domingo, Lula afirmou ter conversado, também, anteriormente, sobre a mesma proposta, com os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron, além do primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz. (com AFP)
Fonte: O Globo