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Lula volta a repudiar racismo contra Vini Jr., diz que Brasil não tolerará discriminação e fala em ampliar presença na África
Foto: Reprodução

Presidente discursou em encerramento de seminário Brasil-África no Itamaraty, em Brasília. Lula busca retomar parcerias do Brasil em todo o mundo e deve visitar continente ainda este ano.

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (25), durante encontro no Itamaraty pelo Dia Mundial da África, que o Brasil não tolerará mais racismo contra brasileiros e contra africanos no Brasil.

 

"Por isso, repudiamos com veemência os ataques racistas que o jogador Vinicius Jr e tantos outros atletas vem sofrendo reiteradamente", afirmou.
No almoço, Lula recebeu representantes de diversas embaixadas africanas. O presidente afirmou que pretende fortalecer o protagonismo africano em diferentes meios e ampliar a presença brasileira no continente.

 

Lula afirmou que o Brasil vai propor que seja renovada a "década internacional de afrodescendentes", que se encerra em 2024. "Sua implementação no Brasil foi comprometida pelo descaso das autoridades. Vamos propor a prorrogação da iniciativa na próxima Assembleia Geral da ONU", afirmou.

 

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INVESTIMENTOS E AMPLIAÇÃO DA PRESENÇA DO BRASIL


Lula ainda afirmou que pretende utilizar a presidência rotatória do G20, que será brasileira a partir do próximo ano, para aumentar a presença africana no grupo. A ideia brasileira é sugerir o ingresso da União Africana e outros países do continente. Atualmente, apenas África do Sul faz parte do grupo.

 

"Queremos que o banco dos Brics se consolide como alternativa de financiamento e vamos fortalecer nosso engajamento com o Banco Africano de Desenvolvimento", afirmou Lula.


Lula ainda afirmou que é preciso ampliar a presença do Brasil na África "de forma duradoura". "Isso significa abrir embaixadas, centros culturais, expandir escritórios locais de instituições brasileiras, como a Embrapa, Apex, Senai e Fiocruz", disse.

 

Além da maior presença estatal, Lula disse que é importante apoiar a internacionalização de empresas brasileiras. "De forma a responder o chamado africano por investimentos. E gerar conhecimento, emprego e renda."

 

CONSELHO DE SEGURANÇA 


Lula voltou a criticar a composição do Conselho de Segurança da ONU. "As instituições atuais refletem um mundo de oito décadas atrás", disse.

 

"O Conselho de Segurança da ONU tem perdido legitimidade. É preocupante que ele se pronuncie cada vez mais sobre assuntos que dizem respeito a todos, como clima e saúde, sem que grande parte do mundo esteja devidamente representada na sua composição."

 

IDA À ÁFRICA 


Em abril, o blog da jornalista Julia Duailibi mostrou que Lula tem a intenção de visitar países da africanos.

 

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Em visita a Washington, em fevereiro, o presidente brasileiro comentou sobre o desejo de viajar ao continente ainda em 2023 como uma “demonstração” de que o Brasil deseja reatar a forte relação com a África. 

 

Fonte: G1

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