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Macron cancela viagem à Alemanha, em meio a crise interna após morte de jovem por policial na França
Foto: Reprodução

Funeral de Nahel, de 17 anos, ocorreu neste sábado (1º). Ele foi atingido por um tiro à queima-roupa disparado por um policial durante uma blitz em Nanterre, a oeste da capital francesa.

O presidente francês, Emmanuel Macron, adiou a viagem que ia fazer à Alemanha no domingo (2), em meio a uma crise de violência interna iniciada após a morte de um jovem baleado por um policial. O funeral de Nahel, de 17 anos, ocorreu neste sábado (1º), em uma cerimônia islâmica na região noroeste de Paris, segundo o jornal britânico "The Independent".

 

Ainda na sexta-feira (30), Macron mobilizou blindados e 45 mil policiais para conter os distúrbios que já duram quatro dias, embora com menor intensidade. Ao menos 1.311 foram detidas até o momento.

 

Além de determinar a ampliação do efetivo de segurança, o presidente francês apelou diretamente aos pais dos menores que participaram das três noites de protestos anteriores.

 

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O ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, também autorizou a mobilização de unidades blindadas da gendarmaria, corpo militar que tem competências de segurança pública.

 

À noite, no entanto, a violência retornou, com registros de destruição, saques e lançamentos de projéteis contra as viaturas da polícia, que respondia com gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Por volta das 2h30 locais, o ministro já anunciava que 471 pessoas haviam sido detidas.

 

Violência e atos de vandalismo foram registrados principalmente em Lyon e Marselha, segunda maior cidade da França, para onde o Ministério do Interior enviou reforços. Autoridades decretaram toque de recolher em três localidades da região de Paris e em várias outras do país.

 

Mounia, a mãe da Nahel, disse à rede France 5 que não culpava a polícia, mas sim o agente que tirou a vida de seu filho.

 

A justiça decretou prisão preventiva por homicídio doloso para o policial de 38 anos autor do disparo, cujas "primeiras" e "últimas" palavras durante sua custódia policial foram "para pedir perdão à família" de Nahel, segundo seu advogado. 

 

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Fonte: G1

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