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Mãe e padrasto de menina que ''morreu de tanto apanhar'' são condenados
Foto: Reprodução / NSC Total

Padrasto recebeu pena de 41 anos e nove meses de cadeia. Já a mãe de Isabelly de Freitas foi condenada a 36 anos e 11 meses de cadeia

A mãe e o padrasto da pequena Isabelly de Freitas foram condenados por bater na menina de apenas três anos até a morte em Indaial, no Vale do Itajaí, Santa Catarina. O júri popular começou na manhã de terça-feira (3/12), durou 17 horas e só chegou ao fim na madrugada desta quarta-feira (4/12), com a leitura da sentença.

 

Nove meses após o crime que chocou pela crueldade e o enredo criado pelo casal, o padrasto recebeu pena de 41 anos e nove meses de cadeia. Pesou contra ele o fato de ser reincidente, porque cumpria pena em regime aberto. Já a mãe de Isabelly, foi condenada a 36 anos e 11 meses de reclusão.

 

Os jurados entenderam que houve um homicídio por motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Pesou também nas sentenças o fato de a menina ser menor de 14 anos, conforme prevê a Lei Henry Borel, e ter grau de parentesco com os réus.

 

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Eles foram condenados ainda por ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Parentes da menina acompanharam o julgamento vestindo camisetas brancas com o rosto da menina estampado. Eles pediam por justiça à criança, descrita como meiga e carinhosa.

 

“Hoje, finalmente, essa vítima vai poder descansar em paz”, afirmou o promotor de Justiça Thiago Madoenho Bernardes da Silva ao fim do julgamento. O casal está preso desde 6 de março deste ano, data em que o padrasto confessou o crime e indicou a localização do corpo.

 

A menina foi morta dois dias antes, em 4 de março, por volta das 11h, após sofrer uma série de agressões por parte da mãe e do padrasto, supostamente porque ela não queria comer. Horas depois, o corpo foi colocado em uma mala, levado a um terreno em outro bairro e enterrado.

 

Depois, os dois ligaram para as autoridades informando o desaparecimento de Isabelly, sugerindo que ela havia sequestrada por um carro que esteve na rua naquele dia. Iniciaram as buscas, inclusive com cão farejador, mas a criança não foi encontrada.

 

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A investigação começou a apontar para o casal, até que o homem confessou na delegacia. Durante o interrogatório, a mãe negava saber o que havia ocorrido com a filha, mas imagens de câmeras de segurança a mostraram junto com o companheiro carregando o corpo na mala pela rua.

 

Fonte: Metrópoles

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