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Malafaia critica Tarcísio por tentativa de ser o nome de Bolsonaro em 2026 e aproximação com Moraes: 'Tenho pé atrás'
Foto: Reprodução

Em entrevista ao GLOBO, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo diz não ver governador de São Paulo criticando inelegibilidade do ex-presidente e manda recado para Ronaldo Caiado, de Goiás

Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia está insatisfeito com o comportamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

Em entrevista ao GLOBO, Malafaia reprova o que chama de tentativa de se viabilizar enquanto pré-candidato à Presidência em 2026 e cobra do gestor falas mais duras sobre a inelegibilidade do ex-mandatário que, em sua avaliação, deve ser apontado como o único nome do campo político.

 

— Lula preso, ninguém do PT falava que ele não ia ser candidato. A inelegibilidade de Bolsonaro é extremamente frágil, não acredito que o STF irá mantê-la. Não tem que se falar nada sobre quem vai substituir Bolsonaro. Ninguém vai. Quando é que você viu uma declaração do governador falando que é absurdo? Eu não vi Tarcísio falar isso — diz o pastor.

 

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Em relação as eleições presidenciais de 2026, Malafaia manda recado para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que também não esconde seu desejo de concorrer:

 

— Bolsonaro vai ser cabo eleitoral de luxo de alguem? Qualquer um desses que estiver dizendo que é candidato, Bolsonaro tem que se afastar. Se o Caiado diz que é candidato, Bolsonaro tem que fazer o mesmo, acabou a história e o diálogo.

 

Na segunda-feira, o pastor já havia criticado Tarcísio de Freitas ao portal Metrópoles. Com a divulgação das críticas, o governador chegou a telefonar para Malafaia, que afirmou não ter visto a ligação por estar gripado.

 

'OPINIÃO PESSOAL'


Além da sucessão de Bolsonaro, outros pontos incomodam o líder religioso, que cita uma proximidade com o ministro do STF Alexandre de Moraes e a presença de Gilberto Kassab, que compõe o governo federal, no primeiro escalão do estado. O pastor também cita elogios ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como uma conduta inadmissível.

 

— Amigo do meu inimigo não é meu amigo. Como um cara que está envolvido até o pescoço com o presidente Lula (Kassab) tem poder num governo de um aliado de Bolsonaro? Não dá para entender. Quem elegeu Tarcísio foi Bolsonaro.

 

Apesar das críticas, o pastor reconhece a "boa gestão" de Tarcísio, mas ressalta ter um "pé atrás" e ressalta a todo tempo que essas são suas impressões pessoais, garantindo não saber o que pensa Bolsonaro sobre o tema.

 

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— Até acho que ele é um bom governador, tenho que ser honesto, mas o que me deixa com pé atrás são esses movimentos que ele faz. É um bolsonarismo mais light? — diz, entre risos — Essas coisas me deixam surpreendido porque parece que é uma edição de um novo PSDB. Nem de esquerda, nem de direita. Não sou inimigo de Tarcísio, mas estou percebendo isso. 

 

Fonte: O Globo

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