Além do ato central, outras marchas vão ocorrer pela cidade
A Marcha da Maconha de São Paulo está marcada para o próximo sábado (17), às 14h20. O evento acontece em meio a um momento importante para a luta antiproibicionista: o STF marcou para 21 de junho a votação que pode descriminalizar do porte de drogas no Brasil. O julgamento começou em 2015 e já foi reagendado duas vezes em 2023.
A Marcha deste ano tem como mote "Antiproibicionismo por uma questão de classe - reparação por necessidade". A concentração acontece no vão livre do Masp e segue pela Consolação até a Praça da República. Essa é a 15ª edição do evento que reúne dezenas de milhares de pessoas nas ruas de São Paulo.
Junto com os já tradicionais bandeirão e "maconhaço", a Marcha planeja realizar uma ação visual de impacto na saída do ato, bem como intervenções ativistas na concentração.
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O MANIFESTO
O Manifesto da Marcha da Maconha 2023 reafirma o compromisso do movimento com a legalização das drogas e a justiça social.
"Nesses últimos 15 anos, ajudamos a mudar o debate social sobre a maconha no Brasil. Taí o julgamento do STF e o progressivo acesso ao uso medicinal da maconha via SUS para comprovar. Mas é pouco e nós só vamos parar quando essa guerra acabar e todas as drogas forem legalizadas", afirma a Marcha em seu manifesto.
Outro trecho do documento também diz: "O antiproibicionismo - a luta organizada pelo fim da proibição de todas as drogas - é uma questão de classe, raça, gênero e diversidade. Pessoas de todos os tipos usam e vendem drogas, mas só uma parte é chamada de nóia ou é criminalizada. Contra o estigma e o negacionismo da ciência, o antiproibicionismo é uma agenda positiva para reduzir a desigualdade, o racismo e a violência".
MARCHAS PERIFÉRICAS
Além do ato central, marchas periféricas estão acontecendo em outros locais da região metropolitana de São Paulo. Neste mês de junho, são três: Santo André (4), Guarulhos (24) e a Marcha da Maconha da Zona Norte (25). Em julho, será a vez da Marcha da Maconha Zona Sul (1), São Bernardo do Campo (8), Zona Leste (16) e Ferraz Vasconcelos (15).
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A iniciativa de descentralizar o movimento vem acontecendo desde 2016. O objetivo é levar o debate sobre política de drogas às regiões diretamente afetadas pelo racismo e violência decorrentes da proibição.
Fonte:Revista Fórum