Condenado a mais de 50 anos de prisão, ele ocupa a cadeira número 1 da recém-criada ABLC, batizada com o nome de Graciliano Ramos
Quem escuta o nome de Márcio dos Santos Nepomuceno não imagina como foi sua trajetória. Porém, quando o apelido Marcinho VP é mencionado provoca inúmeras reações, principalmente de medo.
Agora, surge com força uma nova face do criminoso, condenado a mais de 50 anos de prisão e apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico do Rio de Janeiro. Ele responde por associação criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, homicídio, entre outras acusações. O criminoso ocupa a cadeira número 1 da ABLC, batizada com o nome do escritor Graciliano Ramos.
Marcinho cumpre pena, em regime fechado, na penitenciária de segurança máxima de Campo Grande (MS). Por razões óbvias ele não pôde sair da prisão para ser empossado e acabou sendo representado na cerimônia por mãe, esposa e uma advogada.
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Paloma Gurgel, advogada de Marcinho e coautora de “Execução penal banal”, declarou que, embora ainda esteja preso, seu cliente “não deve mais nada ao Estado”, pois atingiu o limite máximo de cumprimento de pena no Brasil.
Foto: Reprodução
“Os crimes as quais foi condenado já foram pagos”, disse, destacando que Marcinho se tornou um escritor com obras “de grande magnitude”, que “consegue sobreviver” no cárcere “escrevendo livros através de cartas”.
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Na avaliação da representante de Marcinho, o convite para ingressar na ABLC representa um reconhecimento “pelo seu esforço e dedicação em se ressocializar através da produção literária”, enfatizou, de acordo com reportagem de O Globo.
Fonte: O Globo