A tramitação em regime de urgência do projeto do novo marco fiscal será votada nesta quarta-feira (17) e contará com votos até da oposição.
O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estima que 30 dos 99 deputados da legenda vão votar com o governo. Segundo ele, são deputados, principalmente do Nordeste, que precisam agradar o governo para receberem emendas parlamentares.
Por outro lado, a votação servirá também para revelar o nível de insatisfação entre aliados. Como é apenas a urgência, o governo espera apoio em peso da esquerda e de partidos de centro, como MDB, PSD, União Brasil e Podemos.
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Se houver voto contrário nestas quatro legendas, isso vai registrar, a depender da quantidade, como o governo terá de acelerar o cumprimento de acordos de liberação de emendas para garantir a aprovação do mérito da proposta, que vai substituir o teto dos gastos públicos, na próxima semana.
Por determinação do presidente Lula, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi encarregado de intensificar as conversas com partidos de centro, para garantir que eles votem a favor do novo marco fiscal em peso.
Os líderes destas legendas vinham reclamando e, na votação do decreto do novo marco do saneamento básico, foram contra o governo, mandando recados para o Palácio do Planalto de elevada insatisfação.
Na votação de hoje, a tendência é que esses partidos votem com o governo e aprovem a urgência com facilidade. O maior desafio ficará para a próxima semana.
Em conversa com aliados, a equipe de Lula tem solicitado que, no caso do novo marco fiscal, os partidos aliados deixem as disputas políticas de lado e aprovem a proposta por se tratar de tema de interesse nacional.
No caso dos partidos de esquerda, o encarregado de negociar com eles é o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). A principal missão dele é convencer os petistas a votarem no relatório do deputado Cláudio Cajado (PP-BA) sem apresentar emendas.
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O PT está dividido. Uma ala vai seguir a determinação de Lula. Outra, é contra a inclusão de gatilhos para acionar corte de gastos caso as metas fiscais não sejam cumpridas.
Fonte: G1