Com o maior cérebro entre todos os animais terrestres e três vezes mais neurônios que os humanos, não é à toa que os elefantes sejam considerados os animais mais inteligentes do mundo, ficando no mesmo patamar que os golfinhos. Além disso, eles são capazes de gestos de empatia e possuem vidas sociais e emocionais muito complexas, aproximando sua existência à dos humanos.
Até onde se sabe, a primeira vez que os europeus entraram em contato com elefantes foi em algum momento de 327 a.C., quando Alexandre, o Grande, desceu a cordilheira Indocuche, na Índia, ficou fascinado com o tamanho do animal e resolveu adotá-lo. Ali começava a longa jornada de exploração nas mãos humanas.
Os elefantes machos selvagens foram capturados para propósito de guerra, mas também foram adorados pelos indianos como uma divindade, sendo cobertos em joias e finas tapeçarias.
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A maioria dos neurônios dos elefantes existe para controlar seu imenso corpo hábil. Com sua impressionante capacidade mental explorada sem fim, eles conseguem trabalhar para resolver problemas, usar ferramentas e possuem até um senso de identidade. Portanto, não demorou para que essas características fossem usadas como entretenimento mundano, como interagir com bolhas gigantes e fazer acrobacias em um picadeiro.
Esse foi o caso de Mary, a única elefanta a ser enforcada na História.
"RESPEITÁVEL PÚBLICO"

O elefante foi uma das atrações principais da indústria norte-americana de circo no século XX, bem como foram alvos de maus tratos ao serem adestrados e mantidos em jaulas pequenas para transporte pelo país. O Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus foi perito nesse assunto.
O show itinerante que começou a percorrer os EUA em vagões ferroviários no início de 1871, foi anunciado como "o maior espetáculo da Terra". Em 1920, ele já se deslocava em 84 vagões e era o circo mais rentável e prestigiado das Américas.
Em meio a acrobatas, performances equestres, os irmãos Ringling sustentavam, claro, os elefantes performáticos. Um deles era a elefante asiática de 21 anos chamada Mary, especializada em música e beisebol. Segundo o marketing ao redor de sua imagem, ela podia tocar 25 músicas em sua trompa, manter o compasso na bateria e ainda lançar e rebater bolas de beisebol.
Mary não só era panfletada como "o maior animal terrestre", como também o orgulho da operação de grande sucesso que era a Barnum & Bailey.
O TRISTE FIM

Foto: Reprodução
A vida miserável de Mary piorou em 11 de setembro de 1916, quando seu caminho cruzou com o de Walter Eldridge, em St. Paul, Virgínia. O homem foi designado para trabalhar como tratador de elefantes para a apresentação que aconteceria no dia seguinte, apesar de não ter nenhum lide com animais. Era comum que as companhias contratassem pessoas em situação de rua para realizar funções de estrutura e limpeza quando o circo chegava em uma cidade, por se tratar de uma mão de obra barata.
Não se sabe exatamente o que aconteceu para que Mary agarrasse Eldridge pela cintura, o lançasse contra uma barraca de bebidas e depois esmagasse sua cabeça. Alguns dizem que o homem a enfureceu ao golpeá-la com força com um pedaço de pau quando pegou uma casca de melancia do chão.
De qualquer forma, Eldridge estava morto. Com isso, um motim se formou exigindo que Mary fosse sacrificada. Foi sugerido todo o tipo de barbaridade, desde empalamento até mesmo explodir sua cabeça com algum canhão feito para a Guerra Civil. Os donos do circo não consideraram nenhuma das opções, mas isso não diminuiu a crueldade na alternativa que escolheram.
Dois dias depois, Mary teve sua morte decretada em frente a uma multidão de 2.500 pessoas nas proximidades de Clinchfield Yards. A princípio, ela foi acorrentada a um guindaste com uma corrente ao redor do pescoço para que fosse enforcada, mas a corrente não aguentou o seu peso e ela caiu e quebrou o quadril.
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Uma corrente nova e mais forte fez o trabalho. Mary permaneceu pendurada por meia hora enquanto sua sepultura era cavada ao lado da linha férrea aos sons de "Vivas!" e palmas.
Fonte:Mega Curioso