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Médica agredida por pai e filha em hospital do Rio teve 5 lesões, diz laudo
Foto: Reprodução

André Luiz e Samara Kiffini foram presos e vão responder por dano ao patrimônio público, desacato e por homicídio doloso, já que uma paciente morreu na unidade por falta de atendimento durante a confusão causada pela dupla.

A médica Sandra Lúcia, agredida por um homem e sua filha durante o plantão no Hospital Francisco da Silva Teles, em Irajá, no último domingo (16), teve cinco lesões em seu corpo, segundo o laudo do exame de corpo de delito realizado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

 

Sandra passou por momentos de terror e pânico enquanto tentava salvar vidas na unidade pública de saúde, localizada na Zona Norte da cidade. O exame apontou lesões no lábio superior, no tórax, na orelha direita, no antebraço direito e na coxa esquerda da médica.

 

Segundo plantonistas, revoltados com a demora no atendimento, André Luiz do Nascimento Soares e Samara Kiffini do Nascimento Soares depredaram a unidade e espancaram a médica Sandra Lúcia. Pai e filha foram presos e vão responder por homicídio doloso — quando há intenção de matar.

 

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Além da morte do paciente, eles também vão responder por dano ao patrimônio público e desacato. Testemunhas dizem que um dos réus fingia portar uma arma. O advogado de defesa dos acusados alega que o atendimento precário na unidade foi responsável pela morte da paciente.

 

Fotos feitas logo depois das agressões dentro do hospital municipal mostram cadeiras reviradas, manchas de sangue no piso da recepção, portas e janelas quebradas.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde diz que "por volta das três e meia da manhã, andré chegou à emergência com um pequeno corte em um dedo da mão esquerda, sem gravidade".

 

Ainda de acordo com os responsáveis pela pasta, quando André Luiz foi informado de que precisaria aguardar atendimento porque outros pacientes mais graves estavam sendo atendidos, ele e Samara começaram a depredar o hospital.

 

André invadiu a sala vermelha, dedicada a pacientes graves, e agrediu Sandra Rodrigues, a única médica de plantão.

 

"Ele socou a boca da dra. Sandra, jogou ela no chão e botou a mão pra trás como se fosse pegar uma arma. Foi o momento que todo mundo saiu correndo, todo mundo saiu correndo", disse uma testemunha.


Durante seu depoimento à polícia, Sandra disse que por volta das 4h da manhã, ela foi abordada por André, que a xingou e gritou: “você vai ter que me atender. Se não me atender, eu vou bater em você", contou.

 

Sandra afirmou ainda que conseguiu desviar de um soco, mas que, em seguida, o agressor acertou o rosto dela e a jogou no chão, onde, mesmo indefesa, foi empurrada com os pés.

 

A idosa Arlene Marques da Silva, de 82 anos, morreu após a confusão envolvendo André e Samara no hospital de Irajá. Segundo a família de Arlene Marques da Silva, ela começou a se sentir mal depois de ver a médica dela ser agredida pelo homem e a filha dele.

 

Por causa da agressão, Sandra Lúcia, a única médica que estava de plantão, não conseguiu socorrer a idosa. A família da idosa contou que ela foi internada no último dia 8 com princípio de infarto, mas vinha se recuperando bem.


"Ela já tava almoçando, jantando, brincando com todos os pacientes.", disse a filha da paciente.


Mas, com confusão, acabou passando mal.

 

"A minha mãe viu a doutora ser agredida e passou mal. foi assim que foi passado pra mim, que eles tiveram que largar os pacientes da sala vermelha porque o cara simulou que tava armado", disse Elaine.

 

Na manhã desta segunda-feira (17), a família esteve no Instituto Médico-Legal (IML) para fazer a liberação do corpo. A polícia aguarda o laudo de necropsia.

 

"Eles falaram que deu uma parada e a doutora não teve como socorrer porque tinha sido cortada. Ela deu essa parada depois de meia hora e a doutra não pôde socorrer."


O delegado Geovan Omena afirma que André “causou um caos no hospital”.

 

“Os pacientes e o pessoal da saúde ficaram desesperados. Eles quebraram o hospital. Tivemos uma paciente que morreu em razão da conduta deles. Eles invadiram a sala vermelha, sabiam que tinha paciente em estado grave e não se importaram com o resultado mais grave, que é a morte dessa senhora.”

 

A defesa de pai e filha diz que eles são inocentes. “O que a gente tem ainda é muito simplório. As coisas são muito simples, ainda que tenham sido apuradas em delegacia”, afirmou o advogado Cláudio Rodrigues.

 

“A defesa entende, pela máxima vênia, que acusar duas pessoas de homicídio é um pouco forçoso. É querer culpar uma ineficiência do estado em cima de duas pessoas que tem a idoneidade comprovada. Todos que conhecem o hospital, o PAM de Irajá, sabem do atendimento precário”, emendou.

 

A Secretaria Municipal de Saúde informou que todas as unidades contam com profissionais de vigilância desarmados e que, em caso de alguma intercorrência, as autoridades policiais são acionadas.

 

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A direção da unidade disse que repudia agressões a profissionais de saúde. 

 

Fonte: G1

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