Depois de lançar um disco em 2008, atualmente ele mescla os trabalhos na medicina e na música, além de contar a sua incrível história em entrevistas e palestras
As chances de uma pessoa sobreviver ao ser atingida por um raio são de apenas 2%, de acordo com o Ministério da Saúde. O acidente pode causar graves queimaduras e danos ao coração, pulmões, sistema nervoso e outras partes do corpo, deixando várias sequelas quando não leva à morte.
Mas para o médico americano Tony Cicoria, o contato com a descarga elétrica recebida durante uma queda de raio em 1994 terminou diferente. Ele não só sobreviveu sem apresentar problemas, como a sua vida se transformou depois do acidente, ficando apaixonado por música erudita, algo improvável até então.
Tony é um ortopedista que tinha 42 anos de idade e vivia em Oneonta, no estado de Nova York (Estados Unidos), naquele ano. Em entrevista à BBC, ele contou que trabalhava de 12 a 14 horas por dia, sete dias por semana, na época da experiência de quase morte.
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No entanto, sua rotina de atendimento em clínicas e hospitais não foi mais a mesma. Os instrumentos cirúrgicos passaram a dividir espaço com partituras e um piano, sua nova paixão, que surgiu misteriosamente pouco tempo depois do “encontro” com o relâmpago. Ele, que antes não se interessava por música, acabou aprendendo a tocar e a compor.

O agora pianista também compara a obsessão por música
surgida após o acidente com a de um viciado em drogas
( Foto: Divulgação)
O acidente com o raio que levou Cicoria a adquirir uma afinidade incomum pela música ocorreu durante um piquenique às margens do Lago Sleepy Hollow. Ao usar o telefone público do local, ele foi atingido por um raio e desmaiou, mas uma enfermeira que estava na fila para ligar realizou, imediatamente, os procedimentos de ressuscitação.
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Tentando explicar o acontecimento, Sacks teorizou, certa vez, que Cicoria tinha “habilidades latentes” que foram ativadas quando ele recebeu a descarga elétrica. A partir do evento, o cérebro do médico reorganizou estas informações, levando-o a adquirir novos conhecimentos até então adormecidos em sua mente.
Fonte: TecMundo