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Médicos cruzam os braços em hospital de Lábrea e paralisação ameaça se estender a outros setores de serviços mantidos pelo SUS no município sob a reponsabilidade de terceirizada contratada fora do Amazonas
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) do município de Lábrea, no interior do Amazonas, tiveram o atendimento suspenso desde a última terça-feira, 12/11, por conta da paralisação encabeçada pelo corpo clínico do Hospital Regional da cidade. Já falta de medicação básica, com o setor logístico sendo impactando pela paralisação que ameaça avançar por tempo indeterminado caso os salários não sejam pagos na quinta-feira, 14.

 

O movimento, segundo o comando local, poderá se estender para outras atividades profissionais em solidariedade aos médicos com salários atrasados por mais de 120 dias. Situação semelhante ocorreu com prestadoras de serviço em 2023 e início deste ano. Na ocasião, “as empresas deixaram, também, de pagar salários, direitos trabalhistas e fornecedores”.

 

Segundo interlocutores do movimento paredista, médicos do corpo clínico contratados pela Organização Social Objetiva (OS) afirmam que, “não temos condições de trabalho para garantir o atendimento padrão recomendado pelo Ministério da Saúde por falta de insumos”. Já há falta de soro, material par sutura, uvas e outros insumos de extrema necessidade para garantir o atendimento em geral.

 

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De acordo com informações, não é a primeira vez que os médicos e profissionais de saúde ameaçam paralisar suas atividades por falta de salários atrasados e condições de trabalho.

 

 

Nota divulgada por médicos anunciando a paralisação

 

Desde 2012, o Hospital Regional de Lábrea (HRL) viria tendo problemas estruturais e de equipamentos. Já em 2021, o prefeito Gean Campos de Barros (MDB), já sinalizava romper a pactuação em saúde com o Estado. Segundo fontes, “o município havia se tornado inadimplente com o Ministério da Saúde”. Ele pretendia se livrar da responsabilidade de fazer saúde por suposta inadaptação do município às normas do MS e do planejamento adotado pelo Estado.

 

Historicamente, desde a gestão do ex-prefeito Evaldo Pereira (que ficou conhecido como “Passa Amanhã), o município de Lábrea sempre teve problemas com salários atrasados de profissionais médicos e trabalhadores contatados por terceirizadas em serviço de saúde. Principalmente nos quatro mandatos do prefeito Gean de Barros.

 

Segundo o médico André Almeida, com três meses sem receber salários, “a situação ficou insustentável”. Possivelmente, todo o corpo clínico do Hospital Regional do Município de Lábrea “irá encampar a paralisação por tempo indeterminado, caso os salários não sejam pagos na quinta-feira, 14”.

 

A paralisação, segundo informes repassados à reportagem, nesta terça 13, o atendimento de urgência e emergência não sofrerão interrupção. Já os clínicos estão sendo encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e clínicas disponíveis no sistema, em Lábrea. Pacientes com quadro agravado, segundo a coordenação do hospital, deverão ser atendidos por UTIs aéreas com o translado à Capital Manaus.

 

 

Médicos iniciam paralisação após atraso no pagamento em Lábrea

 

Considerado um dos pontos vitais da estrutura hospitalar da rede municipal e estadual da cidade, também, os profissionais da área ameaçam aderir à paralisação nesta quinta 14. O movimento pode, ainda, se estender aos profissionais de saúde, entre os garis, técnicos de enfermagem, enfermeiros, anestesistas, motoristas e de outros setores.

 

Para paciente que chegou ao Hospital Regional às primeiras horas da manhã da última segunda-feira, 12, “não pude ser atendida porque meu caso não se enquadra à emergência e urgência”. A paciente - que terá a identidade mantida em segredo – sentia fortes dores, tinha febre e precisava ser medicada, segundo a mãe afirmou, “tudo isso, é uma irresponsabilidade”.

 

Trabalhadores relatam falta de pagamento e insumos em hospital do Amazonas

 

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