Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Além da possível contaminação do pescado por bactérias patogênicas, a parte maior do pescado oriundo dos rios e lagos da mesorregião amazonense do Purus pode, também, estar sendo vendido nas feiras dos municípios e da Capital Manaus com metais pesados.
Foi o que disse um físico nuclear brasileiro descendente de alemão que, ao menos a uma década, depois de um conflito familiar, optou por viajar pela Amazônia. No Amazonas, pediu que sua identidade fique sob segredo para não entrar em choque com outros colegas pesquisadores que na região.
Durante viagem de Manaus ao município de Beruri, a um dia de viagem de recreio, ele relatou que, “tenho conhecimento que metais pesados já devem ter contaminado, no mínimo, 25 do pescado dos rios e lagos amazônicos”. No Estado, previu que, “a falta de fiscalização ambiental permanente, o peixe doente pode vir a matar” (principalmente grávidas, crianças e idosos).
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População pode está consumindo pescado contaminado
Ao ser informado que na cidade de Beruri, um indígena teria sido socorrido com quadro preocupante de febre alta, dores no abdome, dificuldade de movimentação da musculatura do corpo e urina na cor preta, arriscou uma possível contaminação por bactérias patogênicas durante ingestão no pescado da região”.
Na cidade, a Reportagem confirmou o atendimento de um indígena Apurinã que há mais de semana ficou internado no Hospital local. E em seguida, teria sido removido ao Pólo-Base da Funai do município de Beruri - e que teria apresentado um quadro análogo ao da urina preta e pele avermelhada.
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Hospital onde indígena que teria contraído bactérias
patogênicos de pescado fora internado
Com relação ao pescado capturado nos rios e lagos da região, o físico - que se encontra em trânsito no Amazonas - confirmou que, “tenho notícias que ao menos 600 licenças para exploração de ouro na bacia do rio Purus tenham sido concedidas por prefeituras”. Ele sustenta, contudo, que, “patógenos comuns tenham sido modificados naturalmente, e afetado rios e lagos dos rios Purus, Madeira, Solimões e Negro”.
No caso da bacia do Purus, a presença de dragas e balsas de garimpo ilegal na geografia do bioma de Lábrea, Tapauá, Foz do Tapauá e Beruri, “atestaria o início de um processo, a curto e médio prazo, da provável contaminação do pescado e de outras espécies mais vulneráveis a parasitas por via ingestão de mosquitos e larvas letais por peixes encontradas nos próprios rios”.
No bioma da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçú Purus, segundo moradores em trânsito para Manacapuru, após eleição da comunidade, “algumas pessoas apresentaram sintomas da Urina Preta após ingestão de Tambaqui, Tucunaré e Pacú (espécie Pacú-burro que produz caldo amargo). Segundo relatos, “soubemos também que o Mapará de água parada, fez adoecer uns indígenas e não-indígenas da Boca do Jarie do Lago Jenipapo 1”.
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Tambaqui capturado na RDS Piagacu-Purus
e região de lagos de águas paradas
- Outros parentes se queixaram do mesmo peixe , que começa ser capturado em lagos de água parada e sem saída, apontaram viajantes.

Lago Jenipapo, onde a pesca do Tambaqui
é Mapara e mais intensa
Segundo informaram professores disseram, a água parada dentro dos lagos e igarapés onde o Tambaqui, Tucunaré, Pacú e o Maparaá é encontrado em abundância por meio de arrendamento, “se comido mal passado e quase cru, já causaram febre alta, tremores, mal-estar, náuseas, vômitos e urina cor de café em grávidas, crianças e idosos”.

Restaurante em Manacapuru absorve a maior
parte do pescado de Beruri, no Purus
- O tratamento, com o médico é só a cada quinze dias na cidade de Beruri, as pessoas se socorrem com remédios caseiros para não morrer à míngua, acrescentaram professores ouvidos durante viagem de barco-recreio.
O paciente que foi atendido no hospital de Beruri, a quilômetros de Manaus Capital, ao apresentar um quadro de dores na musculatura do corpo, febre alta, náuseas e dificuldade para urinar, segundo informações, “havia ingerido carne do peixe Mapará crua e mal passada, além de Tambaqui e Pirapitinga quando se sentiu mal e foi levado às pressas à cidade”.
Sobre o assunto, ribeirinhos disseram à Reportagem que, não indígenas que esconderam uma draga apreendida pela Polícia Federal no município dentro da RDS Piagaçú-Purus, “podem ter jogado grande quantidade de mercúrio no trajeto até a reserva e se espalhado para os lagos da região”.
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- Essa não é a primeira vez que os ribeirinhos e indígenas suspeitam da ação de não-indígenas descartando rejeitos de combustíveis e metais pesados usados na garimpagem ilegal ao longo do Rio Purus, arremataram fontes.