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Milei envia ao Congresso PL que põe Argentina em emergência até 2025
Foto: Reprodução

A Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos, enviada por Milei ao Congresso, conta com mais de 600 artigos

Nesta quarta-feira (27/12), o governo de Javier Milei enviou ao Congresso da Argentina um projeto de lei em que propõe uma ampla reforma e coloca o país em emergência até 2025.

 

De acordo com o jornal argentino La Nación, o texto, que conta com mais de 600 artigos, prevê medidas econômicas, financeiras, fiscais, previdenciárias, de segurança, defesa, tarifas, energia, saúde, administrativa e sociais por dois anos; portanto, até dezembro de 2025.

 

A declaração de emergência dá poderes adicionais ao Executivo.

 

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A Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos conta também com foco na permissão ao Executivo de privatizar empresas estatais. O projeto estipula que as empresas e sociedades de propriedade total ou majoritária do Estado estão sujeitas à privatização.

 

O projeto ainda dá providências no sentido de ampliar ao Executivo a competência para “implementar a melhoria da profissionalização da carreira administrativa dos agentes da administração pública nacional”.

 

“Com o espírito de restauração da ordem económica e social baseada na doutrina liberal consubstanciada na Constituição Nacional de 1853, apresentamos o projeto de lei ao Honorável Congresso da Nação e manifestamos a nossa firme vontade de empreender, imediatamente e com instrumentos adequados, a luta contra os fatores adversos que ameaçam a liberdade dos argentinos, que impedem o correto funcionamento da economia de mercado e são a causa do empobrecimento da nação”, justificou o gabinete de Milei, por meio do X (antigo Twitter).

 

Nesta terça (26/12), o governo de Milei anunciou que não renovará os contratos de funcionários públicos com menos de um ano de trabalho, medida que afeta cerca de 7 mil pessoas. A decisão rendeu protestos no país.

 

O decreto impede a renovação de contratos de trabalhadores empregados há menos de um ano na administração central do Executivo e em organizações descentralizadas do Estado, além de empresas públicas e corporações de maioria estatal.

 
A decisão do governo recém-empossado enfrenta resistência. A Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) ameaçou convocar uma “greve geral” em retaliação.

 

Na última quarta-feira (20/12), Milei anunciou uma série de medidas de reforma aplicadas via Decreto de Necessidade e Urgência (DNU).

 

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Entre as medidas anunciadas estão a desregulamentação do setor de turismo e dos serviços de internet via satélite. Também foram anunciadas medidas para facilitar a privatização de empresas. 

 

Fonte: Metrópoles

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