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Militares foram mais caros e menos eficientes contra desmate na Amazônia
Foto: Reprodução

Taxas de desmatamento são influenciadas por investimentos e políticas públicas, ressalta um artigo de instituição brasileira

As Forças Armadas gastaram mais dinheiro e foram menos eficientes do que órgãos ambientais contra o desmate da Amazônia. De 2004 a 2020, o Ibama usou R$ 1,66 bilhão, enquanto em 2 anos os militares aplicaram R$ 444 milhões. Nesse curto prazo foi gasto quase 1/4 do investido pelo Ibama naqueles 16 anos.

 

No mesmo período de predominância militar, os alertas de desmate aumentaram 113%, em 2019, e 60%, em 2020, a área queimada na Amazônia voltou a patamares de 2010, ações fiscalizadoras, emissão de autos de infração, confisco e destruição de equipamentos caíram severamente.As conclusões são de um trabalho recém publicado na revista Scientific Reports por especialistas ligados à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além da “militarização” de ações ambientais, o artigo pesou a eficiência da fiscalização, alterações institucionais e na aplicação de leis.

 

Nesse sentido, aportes no Ibama e no ICMBio e melhorias no monitoramento por satélite ampliaram e qualificaram a fiscalização e reduziram fortemente a destruição da Amazônia brasileira, de 2000 a 2011. Nesse intervalo, as perdas de floresta equatorial caíram em 84% e multas somaram quase R$ 13 bilhões.

 

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Já na década seguinte, o desmate regional cresceu 60%. As causas incluem anistias a crimes e multas desde a publicação da legislação florestal de 2012, enfraquecimento de processos e órgãos fiscalizadores. Frente a 2012-2018, o número de multas pagas despencou 97%, em 2020, e 85%, em 2021.

 

Para seus autores, o artigo indica que melhorar a governança pode fazer o país retomar o combate a crimes ambientais. “Além de aumentar autuações e embargos, é necessário fazê-los valer, concluir julgamentos das multas, aliar o gasto público com governança efetiva”, diz Felipe Nunes, líder do estudo e pesquisador associado do Centro de Sensoriamento Remoto da UFMG.

 

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Desde o início do ano passado, o Governo Federal atua para recuperar o controle e baixar o desmatamento da Amazônia. De janeiro a novembro de 2023, as perdas da floresta equatorial no país caíram 62%, analisou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

 

Fonte: O Eco 

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