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Mineiro que desapareceu após ir ao Rio assistir ao show de Madonna é encontrado no centro da cidade
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Bráulio Alex Rosa, de 35 anos, está desaparecido desde o dia 3 de maio

Desaparecido há 11 dias, Bráulio Alex Rosa, de 35 anos, foi encontrado na tarde desta terça-feira pela prima Elizabeth Cavalcanti, de 67 anos, no centro da cidade do Rio. Na véspera do show da Madonna, em Copacabana, no dia 3 de maio, ele fez o último contato com sua família, que mora em Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Ao EXTRA, os parentes contaram que o homem faz uso contínuo de remédios controlados.

 

Após mais de uma semana sem notícias de Bráulio, a prima Elizabeth, que mora em Campo Grande, passou a procurar pelo familiar. Ao EXTRA ela disse que o encontrou em frente ao INCA Unidade Hospitalar II, no norte da Zona Central do município do Rio de Janeiro.

 

Segundo a mulher relatou para a filha Tainá Cavalcanti, de 34 anos, Bráulio está "desorientado e assustado".

 

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— Assim que tentou fazer o primeiro contato ela notou que ele está desorientado e achou melhor pedir ajuda a policiais para se aproximar dele, caso ele não a reconhecesse. Ela chamou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e agora vamos aguardar para ver quais cuidados ele vai precisar — conta Tainá.

 

Ainda não há informações sobre o quadro de saúde de Bráulio.

 

RELEMBRE O CASO

 

Com a repercussão do show da Madonna, Bráulio insistiu que tinha que viajar para o Rio de Janeiro. Sem que a família soubesse, ele conseguiu pegar um ônibus e desapareceu ao chegar na cidade.

 

O irmão, Blinio Vitor Rosa, de 32 anos, fez o último contato com Bráulio às 17h na sexta-feira, véspera do show de Madonna. Por um aplicativo de mensagem, ele enviou uma foto de um ônibus e avisou que tinha chegado ao Rio de Janeiro.

 

— Com a repercussão do show, ele cismou que precisava ir ao Rio para assistir. Ele fugiu e foi sem que a gente soubesse — conta o irmão.

 

Bráulio mora com a mãe, de 72 anos, no interior de Minas Gerais.

 

Além de enviar a foto, Bráulio compartilhou sua localização em tempo real. A última marcação do mapa mostra que Bráulio estava na Avenida Brasil, em Juiz de Fora, ainda a caminho do Rio.

 

Depois de não conseguir mais contato com o rapaz, a família entrou em contato com parentes que moram no Rio. Desde então, a prima de segundo grau Tainá Cavalcanti, de 34 anos, e um amigo passaram a ajudar nas buscas.

 

— Conseguimos informações de que ele teria dado entrada no Hospital Municipal Souza Aguiar (no Centro da capital fluminense) no dia 9 de maio, socorrido pelo Corpo de Bombeiros. Uma funcionária nos disse que ele ficou lá de 8h da manhã até por volta de 12h e depois foi liberado. Ele teria sido encontrado pelos bombeiros dentro do Rio Maracanã, na Tijuca (na Zona Norte) — afirma Tainá, que mora em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

 

Um homem teria visto Bráulio dentro do rio e solicitou socorro. Ainda segundo os relatos da família, a funcionária teria contado que, no hospital, Bráulio disse ter sido assaltado e por isso não tinha mais documentos e nem celular. Ele não especificou se caiu ou se foi jogado no rio. Mas informou que tinha transtorno de bipolaridade e que era de Minas Gerais.

 

— Mesmo assim em poucas horas eles liberaram ele, essa foi a última informação oficial que conseguimos. Depois disso só alguns relatos de pessoas que disseram ter visto ele ao redor da rodoviária Novo Rio, todo sujo e confuso, pedindo para pegar um ônibus para Minas Gerais. Ele ainda teria dormido na noite do dia 10 em frente a rodoviária, mas fomos lá e não o encontramos nos dias seguintes — relata a publicitária.

 

A família registrou boletim de ocorrência on-line no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. No registro, o descrevem como um homem branco, com estatura entre 1,70m e 1,80m de altura, com uma cicatriz de queimadura na panturrilha direita e tatuagens de um lobo no antebraço direito e o desenho de um olho no ombro direito.

 

Ele foi visto pela última vez com camisa polo de listras grossas branca e vermelha, bermuda jeans, tênis e um casaco azul amarrado no corpo.

 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que Bráulio deu entrada no Hospital Municipal Souza Aguiar no dia 9 de maio, levado pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a direção do hospital, "o paciente estava lúcido, orientado, apresentava quadro de saúde estável e não tinha sinais de agressão. Ele foi atendido, medicado, realizou exames e foi liberado em seguida".

 

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Procurada pelo EXTRA O Corpo de Bombeiros ainda não deu informações sobre a possível ocorrência de resgate do mineiro na Tijuca.

 

Fonte: Extra

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