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Ministério Público dá 10 dias para Beto Carrero World informar paradeiro de animais
Foto: Reprodução/Beto Carrero

Promotoria de Justiça de Penha (SC), cidade onde funcionava o Zoo do Beto Carrero, quer descobrir destino dado aos bichos do local

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou procedimento para apurar o destino dado aos animais que ficavam no zoológico do Beto Carrero World, conhecido como Mundo Animal, e que encerrou as atividades em 27 de junho. O prazo dado pela promotoria ao grupo para apresentar explicações foi de 10 dias.

 

Em caráter preliminar, o procedimento visa garantir a destinação adequada dos bichos, verificar se os trabalhos de remoção e manejo foram ou estão sendo realizados de forma a garantir proteção e bem-estar, assim como assegurar que tudo ocorre com as devidas autorizações e acompanhamento de órgãos ambientais.

 

A promotora Daniela Carvalho Alencar, que atua na promotoria da cidade de Penha (SC), onde funcionava o zoológico, é quem está à frente do caso. Ela solicitou, ainda, que o parque informe a relação de animais que habitaram as dependências do local, nos últimos 12 meses, e especifique quais já foram retirados e quais permanecem no Mundo Animal.

 

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Além desses dados, a promotora deseja saber, também, qual destino foi ou será dado a cada um dos animais e que o grupo Beto Carrero apresente as respectivas licenças do órgão gestor de fauna de Santa Catarina, o Instituto de Meio Ambiente (IMA).

 

O procedimento foi instaurado em 11 de julho, mas a citação e o envio de ofícios às partes envolvidas ocorreram dias depois. O prazo de 10 dias deve vencer nesta sexta-feira (26/7), quando a promotora espera receber as informações solicitadas.

 

Depois de 32 anos de história, o zoológico do Beto Carrero, consolidado no início dos anos 1990, encerrou as atividades em junho deste ano. A decisão do grupo foi informada por meio de um comunicado, que deu como justificativa o “entendimento de que os animais precisam de um ambiente mais próximo ao seu habitat natural”.

 

 

O presidente do Conselho Administrativo e filho de Beto Carrero, Alex Murad, ressaltou, à época, a conexão do pai com os bichos e explicou que mudou a compreensão sobre a permanência deles em cativeiro.

 

“As gerações mudam, e hoje entendemos que é mais significativo receber os animais que nos visitam espontaneamente, como capivaras e pássaros migratórios, do que manter espécies selvagens dentro de um parque temático”, explicou.

 

Até a concepção do zoológico, era comum ver os bichos de Beto Carrero em apresentações circenses e aparições dele na TV. Ele mantinha animais como elefantes, tigres, jacarés, macacos e aves. O empresário morreu em fevereiro de 2008.

 

 

O Mundo Animal, área que funcionava como Zoo dentro do parque temático, surgiu após uma mudança de abordagem do grupo e parceria com órgãos ambientais, como Ibama e ICMBio.

 

No comunicado divulgado em junho, além de mencionar o fim das visitações ao local, o parque informou que já estava concluindo a transferência das últimas espécies para novos lares. Mais detalhes do que isso não foram divulgados, até então. E é isso que o MP de Santa Catarina deseja saber.

 

A reportagem entrou em contato com o grupo Beto Carrero para obter informações sobre o caso, mas ainda não recebeu a resposta. Ao site NSC Total, parceiro do Metrópoles, o grupo informou o seguinte sobre o destino dado aos animais:

 

“Todos foram encaminhados a empreendimentos devidamente autorizados e em conformidade com os órgãos ambientais competentes. Tudo foi feito de acordo com as melhores práticas. Conforme procedimento do Instituto do Meio Ambiente (IMA), entendemos que é prudente manter o destino específico dos animais em sigilo para continuar protegendo sua segurança e a dos empreendimentos que os recebem”.

 

Fotos: Reprodução/Beto Carrero

 

Antes desse posicionamento, o Beto Carrero World já havia divulgado um anterior. Confira a íntegra:

 

“Sabemos que o destino dos animais é uma questão de grande interesse e queremos tranquilizar todos sobre o compromisso que temos com o bem-estar dos animais. Afinal, foram 32 anos de história e amor dedicados a eles.

 

Quanto ao questionamento do Ministério Público, será respondido e detalhado sobre o destino dos animais, garantindo que todos foram encaminhados a empreendimentos devidamente autorizados e em conformidade com os órgãos ambientais competentes.

 

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Tudo foi feito de acordo com as melhores práticas. Conforme procedimento do Instituto do Meio Ambiente (IMA), entendemos que é prudente manter o destino específico dos animais em sigilo para continuar protegendo sua segurança e a dos empreendimentos que os recebem”.

 

Fonte: Metrópoles

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