O Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas da União entrou com uma representação junto ao Tribunal para que sejam adotadas "as medidas necessárias" a fim de evitar "a perda da qualidade e segurança na operação do Aeroporto Santos Dumont", no Centro do Rio.
O terminal, que é administrado pela Infraero, está operando no limite de sua capacidade, provocando atrasos e filas enormes.
Para o subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado, a situação é preocupante e pode levar a uma "tragédia".
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"O excesso de aeronaves e passageiros, além de gerar atrasos e desconfortos aos usuários, pode acarretar ainda sobrecarga de trabalho para diversos agentes dedicados a garantir a segurança e a eficiência dos serviços aeroportuários, com evidente risco da indução de acidentes e até mesmo de uma verdadeira tragédia", diz o subprocurador.
Enquanto o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, sofre com a queda de passageiros, o Santos Dumont vem registrando aumento no número médio de embarques e desembarques.
Administrado pela Infraero, o terminal contabilizou 10,1 milhões de passageiros em 2022. Há dez anos, o aeroporto localizado no Centro recebia 9,2 milhões de pessoas.
A lotação do Santos Dumont também causa problemas na operação do terminal. Longas filas, falta de pontualidade e cancelamentos dos voos passaram a ser mais frequentes nos últimos anos.
Na sexta-feira (7), com o objetivo de combater o esvaziamento do Galeão, o ministro de Portos e Aeroportos do Brasil, Márcio França, determinou que a operação Santos Dumont não ultrapasse os 10 milhões de passageiros nesse ano de 2023.
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O novo limite imposto pelo ministro é uma estratégia para tentar aumentar o número de voos no Galeão, que registrou queda de 65% na movimentação de passageiros nos últimos oito anos.
Fonte: G1