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Ministra da Saúde reage a fritura: Fiz muitas entregas, ao contrário do que andam dizendo
Foto: Reprodução

Nísia Trindade conta que Lula pediu reforço na comunicação da pasta: Às vezes, discrição demais atrapalha

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, não está disposta a se render às pressões do Centrão. Sob fogo cerrado no Congresso, ela se diz alvo de uma campanha para forçar sua saída do governo.

 

— Tenho feito muitas entregas, ao contrário do que andam dizendo neste processo de fritura — afirma.

 

Em conversa com a coluna, Nísia enumerou ações da pasta nos primeiros seis meses de governo, como o relançamento dos programas Mais Médicos e Brasil Sorridente.

 

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Ela disse que o presidente Lula tem se mostrado satisfeito com sua gestão, mas pediu um reforço na comunicação do ministério.

 

— Estamos num contexto de disputa política. Tenho um perfil muito discreto, e às vezes discrição demais atrapalha — brincou.

 

Nísia contestou a crítica, repetida até por deputados do PT, de que o ministério estaria demorando a liberar recursos para estados e municípios.

 

— Havia pedidos parados há quatro anos que conseguimos resolver nestes seis meses. Além do negacionismo, o governo anterior era marcado por pouco trabalho — disse.

 

Segundo a ministra, que não tem filiação partidária, haveria uma "confusão" nas queixas sobre o ritmo de liberação de emendas parlamentares.

 

— As emendas deveriam servir para fazer investimentos, não para gastos de custeio. Hoje muitos municípios dependem das emendas para cobrir a folha de pagamentos. Estamos buscando corrigir essas distorções e recompor o orçamento do SUS — afirmou.

 

Na quarta-feira passada, Nísia se reuniu com Arthur Lira (PP-AL), apontado como pivô de seu processo de fritura. Ela disse que o presidente da Câmara só tratou de assuntos técnicos, como o apoio a hospitais filantrópicos de Alagoas.

 

— Temos uma relação boa e muito formal, sem nenhum problema — despistou.

 

Sobre as queixas do Centrão, Nísia disse que tem ampliado as reuniões com parlamentares. Mas ressaltou que o ministério não abrirá mão dos controles sobre a aplicação do dinheiro público.


— Estou muito tranquila, mas tenho uma biografia — justificou. 

 

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Fonte: O Globo

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