Articulado por militares próximos ao ex-presidente, plano golpista aumenta expectativa por denúncia da PGR
A operação da Polícia Federal (PF) contra militares que planejavam assassinar autoridades brasileiras agrava a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, elevando a expectativa de que ele seja denunciado em breve pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A avaliação é de fontes do Supremo Tribunal Federal (STF) que acompanham de perto o desenrolar da investigação. A operação da PF foi deflagrada nesta terça-feira, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e com parecer favorável da própria PGR.
Segundo a PF, após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, a organização queria dar um golpe de Estado – um planejamento que passava pela morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e também de Moraes.Um dos alvos da operação foi o general da reserva Mario Fernandes. Próximo de Bolsonaro, ele foi o “número dois” da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo do ex-presidente e chegou a assumir a pasta interinamente.
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A PF afirma que as articulações para o monitoramento ilegal das autoridades, com o objetivo de eventualmente cometer os homicídios contra elas, começaram seis dias depois de Bolsonaro “ter analisado e realizado alterações” na chamada “minuta do golpe”.Além disso, pesa contra Bolsonaro o fato de o documento com todo o cronograma operacional dos crimes ter sido impresso no Palácio do Planalto e depois levado ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.
Ministros ouvidos reservadamente pela CNN destacam que a relação entre Bolsonaro e os militares presos ficou bastante clara no relatório policial – e que a manifestação da PGR a favor das prisões demonstra que ele está ciente da gravidade desse vínculo.
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Antes de decidir se denuncia Bolsonaro, o Procurador-geral da República, Paulo Gonet, depende do relatório final da PF sobre a suposta trama golpista, o que deve ser concluído até o fim do ano. Trata-se do documento em que os investigadores afirmam se indiciam ou não o ex-presidente. Fontes próximas a Gonet têm afirmado que, de todas as investigações que implicam Bolsonaro atualmente (“pacote” que inclui o caso das joias sauditas e o da falsificação do cartão de vacina), a da articulação do golpe é a mais forte.
Fonte: O Globo