Julgamento histórico para o Supremo Tribunal Federal (STF)
Em um julgamento histórico para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a democracia, os ministros nesta semana adotaram um limite claro sobre as falas desrespeitosas que ouviram de advogados no tribunal.
Os magistrados rebateram, ponto a ponto, frases sobre um suposto "ódio" a eles próprios e à instituição. E usaram o recado contido nesses discursos para derrubar as teses antidemocráticas.
O "passeio no parque" citado ao longo da sessão não prosperou – e mais que isso, gerou um efeito bumerangue. Ou seja: os recados que minimizavam a tentativa de golpe voltaram aos remetentes.
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Na prática, e no calor dos acontecimentos, o que os ministros fizeram foi usar a narrativa contra a narrativa.
Conforme a sustentação oral de advogados saía da área técnica e ingressava na seara da politização, os ministros demonstravam, em seus votos, que são experientes nesse tipo de abordagem.
E que rebater as distorções exigia usar uma linguagem clara – responder à relativização com a clareza da gravidade dos crimes. Contra fatos, não há argumentos.
É interessante observar como o discurso que prega ódio ao STF e as narrativas se movimenta. Uma vez calado nas vozes dos golpistas, após a sequência de prisões e operações, ganhou eco em sustentações orais de advogados.
Um deles, Sebastião Coelho, é investigado pelo CNJ justamente por falas golpistas e teve até o sigilo quebrado. Outro, Hery Kattwinkel , foi expulso do Solidariedade – ele atacou os ministros do Supremo Tribunal Federal e endossou discurso de ódio.
Os ministros estão atentos a essa ocupação de espaços para reverberar ataques. Tão atentos que já condenaram, firmemente, os clientes desses defensores que os pintavam como pessoas de bem, que "apenas" destruíram patrimônio.
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A tese relativista dessas defesas não prosperou. Os ministros usaram os recados dos advogados para deixar claro que seguraram a defesa da democracia com mão firme – e sabem que o 8 de janeiro se tratou de um projeto golpista planejado, com tarefas divididas e uma multidão em associação criminosa.
Fonte: G1