Lutadora precisou cancelar luta com a compatriota Paula Cristina depois de descobrir uma nova infecção. Apesar do contratempo, a atleta está otimista com próxima temporada
O ano de 2023 definitivamente não foi o que Juliana Velasquez esperava. A ex-campeã do peso-mosca contraiu algumas infecções durante o ano e perdeu a temporada.
O último problema de saúde que teve a impediu de enfrentar Paula Cristina no Bellator 301, que aconteceu em 17 de novembro, na cidade de Chicago. Juliana começou a perceber os sintomas da infecção poucos dias antes de viajar para os Estados Unidos.
Em entrevista ao Combate a atleta disse que, em um primeiro momento, preferiu continuar com a rotina de preparação para fazer a primeira luta do ano.
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- Na segunda-feira (6) que antecedeu a luta eu acordei com um incômodo na virilha e, durante o treino, comecei a sentir inchar – estava ficando bem dolorido mesmo. Comecei a sentir um incômodo, mas não dei tanta importância. Eu achei que tivesse sido algum trauma ou alguma coisa desta forma. Quando eu cheguei em casa, vi que já estava bem inchado. Na terça-feira começou a inchar mais ainda, aí fui num médico amigo meu pra me dar um help na emergência e ele acabou me passando um antibiótico. Eu não queria tomar pra não me prejudicar durante a luta, mas vi que não tinha o que fazer. Comecei a tomar o remédio e começou a sair o pus mas, assim que saia, no dia seguinte voltava a inchar da mesma forma - contou a lutadora de MMA.
Juliana viu que o problema de saúde era mais grave do que o imaginado depois de tomar os antibióticos e perceber que a infecção estava se alastrando para outras partes do corpo. Foi aí que recebeu orientações profissionais para fazer exames complementares e entender o que estava acontecendo.

Foto: Reprodução
- Eu vi que estava imune, meu corpo estava imune aos antibióticos - eles não estavam fazendo efeito nenhum no meu corpo e eu estava forçando a região (por conta dos treinamentos). Até o sábado eu forcei a barra, treinei com muita dor - só Deus sabe como eu estava querendo lutar e estava fazendo de tudo para isso. Só que no sábado, assim que eu acordei, vi que tinha se alastrado pro meu abdômen. Fui conversar com meu médico e ele disse que valia a pena fazer um exame de imagem. Quando fui fazer o exame de imagem, dali eu fiquei (no hospital) e não saí mais - lamentou a atleta.
A infecção que impediu Juliana de encarar Paula Cristina não foi a primeira que a atleta enfrentou no ano. Em abril a lutadora teve um furúnculo na perna e pouco mais de um mês depois teve mais dois na região do joelho. Mesmo percebendo que algo de errado estava acontecendo, preferiu não investigar por receio de ter que tomar remédios que pudessem ser detectados no exame antidoping.
- Eu já tinha que ter visto isso (aparição de furúnculos), mas como eu estava na expectativa de lutar, não queria tomar um antibiótico ou fazer nada desse tipo - até porque eu tenho muito receio do doping. Mas esse foi um ano de antibiótico e anti-inflamatório. Eu acho que nunca vi tanto remédio na minha vida. No final eu acabei ficando resistente aos antibióticos e agora somente via intravenosa mesmo - disse a atleta.
Apesar de tentar se manter saudável para ter condições de lutar, Juliana conta que possivelmente contraiu essa bactéria durante o período de treinamentos. Mesmo sem ter sofrido nenhum ferimento grave, ela conta que micro lesões na pele - que podem acontecer durante o processo de depilação - foram o suficiente para que as bactérias entrassem no seu corpo e se proliferassem.
- Essa infecção acontece através de uma bactéria muito comum da gente encontrar. Tatame é um antro de bactérias.(...) Infelizmente é muito comum. Onde eu treino, independentemente do local, sempre escuto que alguma pessoa teve furúnculo - é algo suscetível ao quimono, a roupa suada, ao contato físico e tudo mais - explicou Juliana.
FUTURO DA CARREIRA
Depois de finalizar o tratamento e ser liberada do hospital, Juliana precisou ficar alguns dias de repouso para se recuperar completamente. Agora ela está retornando a rotina de treino aos poucos para não forçar a área onde a infecção aconteceu. Depois de um ano traumático, a ex-campeã do peso-mosca se diz animada e ansiosa pra a próxima temporada.
Com a compra do Bellator pela PFL, Juliana acredita que o campeonato vai ficar ainda mais competitivo. A possibilidade de retomar o cinturão do Bellator e conquistar mais um título em uma nova organização é uma motivação para se preparar e voltar ainda melhor em 2024. A expectativa da lutadora é que voltar a competir no primeiro semestre do ano.
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- Eu acho que vai ser interessante. Primeiro que eu já estava ansiosa par voltar a lutar pelo título do Bellator – pra conquistar o meu título novamente. Mas, acho que vai ser ainda mais interessante conquistar o do PFL também. Eu quero pegar todos os cinturões de todas as organizações possíveis. Acho que vau ser muito legal, vai ser importante pra minha carreira lutar em outro evento assim também, outro nome. Ainda mais não saindo de um, né, fazendo essa fusão. Acho que vai ser interessante.
Fonte: Combate