Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Pessoas familiarizadas com bastidores da política regional acreditam que os órgãos de controle das contas públicas, seja estadual, seja da União, “não podem conter a gastança de dinheiro por parte de prefeitos em supostas obras consideradas desnecessárias”, a exemplo do prefeito Roberto Frederico Paes Júnior (PSC) que gastou no polêmico Portal de Entrada da Cidade de Novo Airão gastou exatos R$ 1. 879.343,56.
Denúncias advindas de parlamentares, entidades de classe e por parte de contribuintes indignados com “a gastança de dinheiro público em obras consideradas faraônicas e de caráter paliativo, “não duráveis”, se queixam da suposta inércia dos órgãos fiscalizadores.
Segundo esses interlocutores, “como pode prefeitos, como o do município de Novo Airão, permanecerem no cargo com tantas denúncias de supostas irregularidades?
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Portal de Entrada da Cidade de Novo Airão
(Foto: Nilson Fragata/Portal do Zacarias)
Segundo relatos ao “PORTAL DO ZACARIAS”, o número de denunciados em ações do TCE, TCU e MPC, já chegariam entre 157 a 500 processos por irregularidades e fraudes em licitações.


No caso específico do município de Novo Airão, a 100 quilômetros da cidade de Manacapuru, e a cerca de 180 da Capital Manaus, deliberadamente, o prefeito Frederico Júnior (PSC) viria tendo as contas “vasculhadas, milimetricamente, pelos tribunais e ministérios Público de Contas”. As fontes dizem que, ainda assim, “transitaria com desenvoltura por essas Cortes e demonstraria, em público, quase nenhum temor diante de suas recomendações”.
De acordo com dados coletados em pesquisa não direcionada quanto ao aspecto da obra, fontes apontaram que, “o gasto gigantesco com o Portal da Cidade, precisa, sim, ser investigado”. Cálculos apresentados por um engenheiro consultado, apontariam que, “a obra teria desenho arquitetônico muito simplório em termos de segurança e durabilidade”.
Para justificar uma possível polêmica em torno do projeto da edificação da obra, a fonte levantou, ainda, dúvidas em relação aos materiais usados que poderiam, ainda, estar fora dos padrões recomendados pelo Conselho Regional de Engenharia (CREA-AM) e do Brasil e que o Ministério Público Estado (MPE) deve se levantar e exigir esclarecimentos sobre o emprego do dinheiro investido na obra que vem chamou a atenção, negativamente, dos moradores de Novo Airão.
Segundo sublinhou a fonte, “mesmo que não resulte em punição ao prefeito Frederico Júnior, mas, um relatório técnico deve ser dado publicidade pela empresa e apontar o padrão (qualidade e durabilidade) dos materiais recomendados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em decorrência do custo muito barato do material, com o suposto uso de ilegal de areia extraída de praias do entorno da cidade, “o empreendimento pode vir a ser questionado”.
Enquanto isso, os gastos com a obra do “Portal da Cidade de Novo Airão” tem sido o assunto do dia nas rodas políticas locais.
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Placa de obra com informações do valor que foi gasto
no Portal de Entrada da Cidade de Novo Airão
(Foto: Nilson Fragata/Portal do Zacarias)
O “conversê popular” aponta à direção da empresa responsável e chega ao ponto de “as pessoas levantarem suspeitas sobre o porquê, o prefeito vêm construindo obras fora das audiências públicas em torno do Plano Diretor Municipal de 2020-21-23”.
As pessoas do povo, sobretudo, da periferia e zona rural a cidade, não entenderam ainda a demora de o prefeito Frederico Júnior, não priorizar o enxugamento da folha, não realizar concurso público e nem pôr em prática políticas públicas desenvolvimentistas, com investimento no social, com educação e saúde de qualidade, e fomento da agricultura familiar, apontam lideranças do campesinato, do movimento indígena e agroextrativista.
E denunciam que o prefeito Frederico Júnior, “só tem se interessado em fazer valer suas próprias vontades, entre as quais, a de priorizar construtoras para tocar obras sobre verdadeiros castelos de areia que não suportariam ventos de até 120 quilômetros/hora, acrescentaram fontes ouvidas pelo “PORTAL DO ZACARIAS" no final de semana.
Já a parte maior dos filhos da terra, entre acadêmicos e empreendedores que migraram para a Capital Manaus, os comentários são contundentes e a maioria acusa o prefeito da cidade de “com essa mania de liderar obras alegadamente visíveis, “ele tem se mostrado interessado em meter na cara dura o dinheiro público no caixa de construtoras e empresas de supostos financistas de sua campanha eleitoral”.
Ele, por outro lado, parece “botar desde 2021, em prática, apenas projetos, obras e imóveis apenas para beneficiar e recompensar amigos empreiteiros e aliados”. E não pouparam vereadores.
Segundo as fontes, “essa classe, também, tem se destacado em aprovar benefícios para construtoras, empresas de estiva, aluguéis de veículos e donos de transporte em sintonia com o prefeito”.
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Apontaram, ainda, que especialistas que visitam Novo Airão “já emitiram suas opiniões sobre o Portal”. A maioria crítica “as operações aprovadas a toque de caixa e que são interligadas entre o prefeito e a Câmara”, o que demonstra que “ambos não têm compromisso com a população” de Novo Airão.