Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Apesar das evidências e indícios apontados sobre o funcionamento de serrarias clandestinas em áreas de proteção ambiental, Ex-Gestores da Unidade Integrada do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBIO), neste município, a 852,1 quilômetros da Capital Manaus, nenhuma providência foi tomada no quadriênio 2019-22.
Sob o governo Bolsonaro, nenhuma ou quase nenhuma fiscalização Preventiva Integrada (FPI) foi realizada para a fechar conhecidas serrarias clandestinas entorno das reservas extrativistas dos rios Ituxi, Médio e Alto Purus, com ascendência nos municípios de Pauini, Lábrea, Tapauá (+ distrito da Foz do Tapauá), Canutama, Beruri e Anori, no período de 2019-22.
Situação semelhante, também, ocorreu em áreas de proteção ambiental dentro e no entorno de reservas que deveriam ser protegidas pelas Unidades Integradas do ICMBIO no quadriênio 2019-22 sob a responsabilidade da Coordenadoria Regional do órgão (CR-1-AM) e do Ibama no estado do Amazonas.
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- E não foram protegidas, até muito antes da Operação Arquimedes que rende a cúpula do Ibama amazonense, diz consultor de Inteligência do Governo ao “PORTAL DO ZACARIAS” sob segredo da identidade.
O município de Lábrea - que ainda amarga os piores índices de desmatamentos ainda não eliminados, desde o século passado - nem mesmo as áreas embargadas “a extração ilegal de madeira e a usurpação bens da União cessaram” por falta de fiscalização efetiva de órgãos de controle, diz vítima de operação policial sob responsabilidade dos Ex-Gestores do ICMBIO.

Base do ICMBIO: Há suspeita de afrouxamento na fiscalização
de recreio, em trânsito, de Labrea a Manacapuru/AM
Wanderleide Ferreira de Souza (apenas com o Ensino Fundamental) e José Maria Ferreira de Oliveira (com Ensino Médio completo), ocuparam os postos técnicos de chefia de gestão da Unidade Integrada nomeados pelo Ex-Presidente Jair Bolsonaro, em detrimento da escolha de profissionais do quadro do próprio Ibama e ICMBIO nacional.
Ex-gestora do ICMBIO, em Labrea, Wanderleide Ferreira de Souza
Alertados sobre o funcionamento de serrarias clandestinas na mesorregião amazonense do Purus e na jurisdição da Resex Ituxi e Médio Rio Purus da Unidade, em Lábrea, segundo informações de fontes fidedignas, “fizeram ouvidos de mercadores”, o que possibilitou o avanço de cortes de madeira através de planos de manejo, sobretudo, dentro e entorno das reservas do Rio Ituxi e Médio Rio Purus (MPR).
Em 2021 a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (APADRIT) - entidade envolvida com o agronegócio madeireiro, pescado e essências naturais -, realizou o primeiro manejo madeireiro no bioma do rio Punicici, no entorno da Resex Ituxi.
Á época, a entidade foi acusada de não fazer a compensação financeira aos moradores da Resex Ituxi da comercialização do pescado justa, entre os quais, serradores e laminadores que não teriam sido pagos pelos serviços. Em 2022, numa segunda tentativa, “o manejo foi abortado” por denúncias ao Ministério Público Federal (MPF), culminando no afastamento da Ex-Gestora Wanderleide Ferreira de Souza, por supostas irregularidades nas operações de fiscalização nos rios da região.
No final de 2022, durante o governo de transição e derrota de Jair Bolsonaro, a Ex-Gestora da Unidade do ICMBIO, “num rompante de seriedade inédita” , multou a presidente da APADRIT, Laureni Barros, em R$ 30 mil por suspeita de pesca ilegal e captura de quelônios dentro da Resex Ituxi, denunciam moradores da localidade “Cabeçudo” e do rio Punicici.
A multa, de acordo com informações, “teria sido postergada pelo Ex-Interino da Unidade do ICMBIO e Ex-Gestor da Resex Médio Rio Purus, em Lábrea, José Maria Ferreira de Oliveira. O caso foi denunciado ao Governo de Transição, atualmente, foi levado ao conhecimento da ministra Maria Silva, do Meio Ambiente e Controle do Clima (MMA-CC).
Em meio a denúncias envolvendo uma ONG de Manaus que distribuiu aparelhos celulares a grupos de moradores indicados pela atual presidente entidade, Laureni Barros, o segundo manejo madeireiro - que chegou a começar - também, foi abortado. Porém, serviços contratados e não pagos aos moradores da Resex Ituxi foram levados ao conhecimento do Ministério Público d Trabalho (MPT-AM).
A analista ambiental, Maria Luiza...recém-nomeada na condição de Interina da Unidade Integrada do ICMBIO, em Lábrea, apesar de informada sobre possíveis irregularidades na fiscalização do órgão integrada por policiais e colaboradores sem vínculo empregatício com o Governo Federal, ainda, não se pronunciou sobre o plano de gestão previsto para 2023-26.
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Enquanto isso, serrarias clandestinas no entorno das reservas Ituxi e Médio Rio Purus (MRP), além de ações por extração de madeira e mineração ilegal ao longo da bacia do rio Purus, consideradas, supostamente, criminosas, envolvendo conhecidos madeireiros, garimpeiros e fazendeiros, “continuam impunes”, acrescentarem fontes locais.

Serra clandestina na Resex Médio Rio Purus, comunidade
do Limeira, continua imune a fiscalização do ICMBIO

Fazenda localizada no km 60, da BR-230 (Transamazonica),
exibe maquinario pesado usado em extração de madeira
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