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Moradores denunciam morte de peixes após prefeitura de Iranduba realizar obra de aterro no igarapé Santa Rosa bloqueando a vazão de cardumes diretamente para o rio e santuários de reproduções das espécies. VEJA VÍDEOS
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Como se não bastasse a mortandade de peixes causada por hidrelétricas nesta parte da Amazônia Ocidental, no Igarapé Santa Rosa, microrregião da Comunidade São João, no município de Iranduba, a 36,3 da Capital Manaus, moradores denunciam que a morte de milhares de peixes desde o início da semana.

 

Segundo relatado ao “PORTAL DO ZACARIAS”, a mortandade é por conta da obstrução de uma rede de bueiros que vendam a passagem das espécies dos igarapés diretamente para os lagos e rios onde fariam a reprodução nessa época do ano. Além dos santuários, agora, ameaçados.

 

De acordo com os comunitários, a há um mês o prefeito Augusto Ferraz, autorizou a construção de uma passagem de nível sobre as águas do igarapé Santa Rosa, por bueiros. No curso da construção, “a Prefeitura tapou as bocas dos bueiros, e isso vem causando grande mortandade de várias espécies de peixes.

 

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Na última contagem feita nesta quinta-feira, 24, milhares de Branquinha, Curumatá, Pacú e outras espécies cobiçadas pelo mercado foram mortas por falta de oxigênio nas águas. Isso ocorre, também, por causa do aumento da temperatura ambiente.

 

Segundo acadêmicos da área de Biologia e um professor de Engenharia de Pesca, ouvidos pela Reportagem junto à Universidade Federal do Amazonas (UFAM), além da passagem obstruída pela implantação de bueiros, “há a influência de uma nova onda de calor advinda do Oceano Pacífico, mais conhecida como fenômeno “El Ninõ”.

 

A ação desse fenômeno vem, há décadas, aumentando a temperatura de todo o planeta, a partir do Pacífico em todo o Planeta. E a Amazônia Brasileira (Oriental e Ocidental), nesse período de estiagem, “sempre sentiu forte influência nesse sentido”.

 

- E os peixes, mesmo em período reprodutivo ou não, as aves migratórias e os animais são os mais atingidos em todo o mundo, acrescentaram fontes.

 

As fontes confirmaram, ainda, que, os peixes, represados em igarapés, lagos e santuários, sem passagem direta para sair desses locais diretamente para os rios (quando devem continuar seu curso de vida), “acabam morrendo aos milhares por falta de oxigenação das águas”.

 

É o que está acontecendo no Igarapé Santa Rosa, na Comunidade São João e região central do município de Iranduba, onde ocorreu uma grande mortandade de pescado provocada, possivelmente, pela obstrução de bueiros que impedem o fluxo e refluxo das espécies que habitam essa parte da Grande Manaus.

 

O “PORTAL DO ZACARIAS” entrou em contato com setores do Ibama estadual. Segundo a fonte familiarizada com o assunto no órgão, “essa responsabilidade é do Meio Ambiente Estadual e do município”. De outro modo, também, obteve a informação de que “trata-se de crime ambiental "previsto na Lei de Crimes Contra o Meio Ambiente”.

 

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De acordo com o consultor João Roberto Soares, 51, “a Prefeitura do município de Iranduba, na pessoa do prefeito Augusto Ferraz, pode e deve ser responsabilizado por esta mortandade de peixes na Comunidade São João, microrregião do Igarapé Santa Rosa”.

 

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