Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em decisão que determinou a prisão do ex-ministro Walter Braga Netto que o militar tentou obter informações sigilosas ligadas ao acordo de delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens.
Em sua decisão, Moraes afirma que novos depoimentos de Cid à Polícia Federal evidenciam a tentativa de Braga Netto de "embaraçar as investigações em curso".
O ministro diz ainda que a PF apresentou provas de que Braga Netto tentou controlar as informações fornecidas por Cid para "alterar a realidade dos fatos apurados, além de consolidar o alinhamento de versões entre os investigados”
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Moraes afirma que o pai de Cid ligou para Braga Netto três dias após a decisão de homologação do acordo de colaboração premiada firmado com a PF. Na ocasião, o pai de Cid afirmou que "é tudo mentira" o que se falaram sobre o acordo.
A PF apontou ainda que as informações obtidas com familiares de Cid foram enviadas a outros investigados para "tranquilizar os demais integrantes da organização criminosa de que os fatos relativos aos mesmos não estariam sendo repassados à investigação".
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De acordo com Moraes, as investigações "revelaram a gravíssima participação de Walter Souza Braga Netto os fatos investigados, em verdadeiro papel de liderança, organização e financiamento, além de demonstrar relevantes indícios de que o representado atuou, reiteradamente, para embaraçar as investigações". Braga Netto foi preso na manhã deste sábado acusado de ter participado da organização de uma tentativa de golpe de Estado que impediria a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte:Extra