Em 9 de julho de 1944, com a mãe, a irmã mais nova e o irmão, ela foi levada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Ela deixa dois filhos, dez netos, 38 bisnetos e um trineto
"A família da sobrevivente do holocausto Lily Ebert, de 100 anos, usou as redes sociais para anunciar a morte da escritora nesta quarta-feira, em Londres. Ebert se tornou conhecida mundialmente por ser uma das fundadoras do Centro de Sobreviventes do Holocausto do Reino Unido e também por produzir conteúdo educativo judaico ao lado do neto, Dov Forman, para o TikTok. Os dois acumularam milhões de visualizações e curtidas na plataforma.
De acordo com uma publicação no Instagram, Lily estava cercada pela família quando faleceu de forma pacífica em casa.
"Estamos com o coração partido em anunciar o falecimento tranquilo de nossa querida matriarca, Lily Ebert, mamãe, Safta [avó], que morreu em casa, cercada por sua amorosa família", se traduz parte da publicação.
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Em 2023, Ebert foi reconhecida pelos serviços à educação sobre o Holocausto e condecorada com a Order of the British Empire, que reconhece a contribuição de uma pessoa para a comunidade em áreas como artes, ciência, política, esportes ou economia. A MBE é uma distinção concedida a quem se destaca em um campo e tem um impacto real e duradouro.
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Lily Ebert ao lado do neto Dov Forman com a medalha da
Order of the British Empire (MBE) (Foto: AFP)
Em 9 de julho de 1944, Lily Ebert, aos 20 anos, e sua família foram levados para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Sua mãe, irmã mais nova e irmão foram assassinados nas câmaras de gás.
Diante da perda, Ebert, segundo sua família, fez uma promessa a si mesma: se ela sobrevivesse ao Holocausto, "contaria sua história com força, dignidade e a determinação de honrar aqueles que não sobreviveram".
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Lily Ebert (frente à direita) com seu irmão mais velho e 3 irmãs
mais novas em 1943. Seu irmão mais novo não está na foto.
Sua irmã Berta à esquerda foi assassinada em Auschwitz
(Foto: Reprodução)
Apenas Lily e duas de suas irmãs sobreviveram e foram libertadas pelas Forças Aliadas em 1945.
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"Ao longo dos anos, a história de Safta tocou centenas de milhões ao redor do mundo, lembrando-nos da resiliência do espírito humano e dos perigos do ódio desenfreado. Ela nos ensinou o poder da tolerância e da fé, a importância de falar abertamente e a necessidade de nos posicionarmos contra o preconceito. Safta era a rainha de nossa grande e amorosa família. Com uma filha e um filho sobreviventes — lembrando de uma filha que a precedeu na morte — dez netos, trinta e oito bisnetos e um trineto, seu legado vive em cada um de nós. Ela reconstruiu sua vida com fé e amor, nunca perguntando: 'Por que eu?' Em vez disso, ela se concentrou no que poderia ser reconstruído a partir das cinzas, e sua positividade continua a nos guiar nesses tempos difíceis. Enquanto lamentamos nossa querida Mummy, Safta, também celebramos sua vida extraordinária. Uma luz que brilhou tão intensamente se apagou. Ela era nossa heroína, e sua ausência deixa um vazio inimaginável em nossas vidas", escreveu a família.
Fonte: O Globo