O pequeno Vinícius de Brito Samsel morreu aos três anos de idade, na madrugada desta quarta-feira, 15. A informação foi divulgada pela família nas redes sociais. A criança, que morava no Paraná, tinha atrofia muscular espinhal (AME) e esperava pelo remédio mais caro do mundo, o Zolgensma.
A família iniciou uma batalha judicial para conseguir comprar o remédio para a criança em 2021. Depois de ter tido o fornecimento do medicamento negado pela Justiça do Paraná, a advogada Graziela Costa Leite, que os representa, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2022, o STF condenou o estado do Paraná e a União a conceder o medicamento. A família chegou a comemorar a decisão nas redes sociais. No entanto, o depósito de R$ 7,3 milhões para adquirir o fármaco ocorreu apenas nesta terça-feira, 14, poucas horas antes do menino morrer.
Vinícius foi internado no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Campo Mourão na noite de terça, após apresentar saturação baixa e batimentos cardíacos desregulados, segundo publicou a família nas redes sociais. Ele chegou a ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi intubado, mas não resistiu.
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"Vinícius de Brito Samsel morreu aos três anos de vida, na Santa Casa de Campo Mourão. Mesmo encarando uma batalha para levantar dinheiro à compra do remédio mais caro do mundo, não teve chances e nem tempo ao tratamento. E, por uma ironia da vida, após ganhar na justiça o direito ao medicamento desde de dezembro a União resistiu muito em cumprir a decisão do STF. Ontem a União fez o depósito em conta judicial. Praticamente no mesmo dia da sua partida", lamentou em postagem nas redes sociais a advogada Graziela.
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O corpo do menino foi velado nesta quarta-feira, 15. Nas redes sociais, a mãe lamentou a morte do filho. "Infelizmente o nosso menino não resistiu e partiu para os braços de Deus. Você lutou até o último segundo filho. Foi tudo tão rápido que ainda não conseguimos acreditar que você não estará mais entre nós, como dói", publicou ela. O Terra solicitou posicionamento ao Governo do Paraná e ao Ministério da Saúde, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Fonte:Terra