A perícia feita em conjunto entre agentes da Polícia Civil e militares da Marinha do Brasil mostrou que a médica Gisele Mendes de Souza e Mello, de 55 anos, foi atingida na cabeça por um tiro de pistola, na terça-feira. A capitã de Mar e Guerra da Marinha foi baleada quando estava dentro de auditório da Escola de Saúde da Marinha, prédio anexo ao Hospital Marcílio Dias, em Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio.
O laudo, que foi obtido pela TV Globo nesta quinta-feira, traz ainda características do disparo. O tiro entrou pela nuca da oficial, num impacto de trás para frente, na direção "de cima para baixo, da esquerda para a direita no plano mediano", diz trecho do documento.
Segundo a perícia, o disparo partiu da região de casas no alto da comunidade. Na terça-feira, houve reação dos criminosos durante uma ação da Polícia Militar que contou com blindados. Houve registro de tiroteio no local.
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A comunidade Nossa Senhora da Guia, mais conhecida como Morro do Gambá, no Lins de Vasconcelos tem territórios controlados pela facção criminosa Comando Vermelho. (CV). Segundo a polícia, o local é usado como base por quadrilhas que costumam roubar veículos nos bairros da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, na Zona Oeste, e no Méier, na Zona Norte.
Ainda de acordo com a perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), segundo a TV Globo, o prédio da Escola de Saúde da Marinha foi atingido por pelo menos três disparos. Um dos pontos foi uma janela.
Gisele estava no auditório do prédio anexo do Marcílio Dias, cercado pelo complexo de favelas do Lins, quando foi baleada. No momento em que a militar foi atingida, ocorria uma operação policial na região. O tiro entrou por uma janela e feriu a médica na cabeça. Especializada em geriatria e formada em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio), ela foi socorrida e operada na própria unidade de saúde onde trabalhava, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O velório da médica será realizado às 15h no Crematório São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Norte. O sepultamento está previsto para as 17h.
Na manhã desta quinta-feira, blindados da Marinha circulavam nas imediações do Hospital Naval Marcílio Dias, no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio, onde a médica capitão de Mar e Guerra Gisele Mendes de Souza e Mello, de 55 anos, foi morta por um tiro de bala perdida. De acordo com a Força, a medida é para garantir a segurança na região. A ação não tem data para terminar.
"No intuito de garantir a segurança da tripulação e usuários do Hospital Naval Marcílio Dias, a Marinha do Brasil exercerá ação de presença com meios de fuzileiros navais, na área sob sua jurisdição, adjacente àquela organização militar, até o limite máximo de 1.320 metros do seu perímetro (...). A operação teve início no dia de hoje (12) e não tem data para acabar", afirmou a Marinha em nota.Por causa da ação da Força, cinco escolas da rede municipal de ensino localizadas no Lins suspenderam as aulas.
O tiro que atingiu a oficial médica teria partido do Morro do Gambá, uma das comunidades do Complexo do Lins, controlado pela facção criminosa Comando Vermelho. (CV). Segundo a polícia, o local é usado como base por quadrilhas que costumam roubar veículos nos bairros da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, na Zona Oeste, e do Méier, na Zona Norte.
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Segundo as investigações, os bandos praticam os roubos para clonar veículos ou para fazer o desmanche e a revenda de peças. O lucro obtido com os negócios irregulares abasteceria a caixinha do CV. O dinheiro é usado na compra de armamento, munição e ainda como pagamento de mesada para parentes de presos e dos chefes da facção. Segundo os investigadores, o tráfico do Morro do Gambá, e dos Morros da Cachoeirinha e Cachoeira Grande, que ao lado de outras comunidades integram o Complexo do Lins, é chefiado pelo traficante Luiz Cláudio Machado, o Marreta, atualmente preso no Complexo do Gericinó .
Fonte:Extra