Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Criado em 2013, com prazo de conclusão da obra previsto para dois anos, seiscentos imóveis das três etapas do Loteamento Unifamiliar “Orquídeas” localizado no bairro Lago Azul, na Zona Norte de Manaus, ainda não foram entregues à Caixa Econômica Federal (CEF), os futuros mutuários e beneficiários do Programa de Habitação “Minha Casa Minha Vida” do Governo Federal, decidira denuncia o caso à Justiça Federal no Amazonas (JUSF-AM).
A demora pela construtora, segundo pessoas inscritas no cadastro original entregue ao Ministério das Cidades por meio de uma associação de mulheres sob a coordenação da mulher conhecida por Cristiane Sales, “a maioria foi excluída do processo ou sofreu expulsão arbitrária. Elas tiveram os seus pertences jogados na rua” - depois que correu a notícia que as casas haviam sido vendidas ainda na planta.
De acordo com o consultor jurídico, João Roberto Soares, 53, o objeto do empreendimento diz que “os imóveis se destinam a mulheres vítimas violência doméstica, de baixa renda e sem teto”. Segundo ele, “mulheres, crianças e idosos foram expulsos das casas sob uma forte pressão policial”. Depois foi descoberto que os policiais eram moradores das três etapas do projeto financiado pelo Governo através do Ministério das Cidades.
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“Os policiais iriam nas casas fortemente armados usando viaturas deslocadas de uma base da Polícia Militar da Cidade Nova, segundo confidenciou Ilnara Onoral, ela disse à reportagem à porta do Ministério Público Federal onde tramita ação em desfavor de Cristiane Sales, desde 2022 e que até o momento não teria avançado por razões óbvias.
Moradores das três etapas do empreendimento (Projeto 1, Projeto 2 e Projeto 3) informaram que os 600 semiconstruídos ainda não foram não entregues a Caixa Econômica desde 2015 por se encontrar fora do padrão exigido pelo Ministério das Cidades. O Residencial Orquídeas não foi ainda pavimentado, não conta com Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), água 100% potável, coleta de lixo seletiva e não dispõe de endereçamento postal dos Correios e Telégrafo (CEP).
Segundo disseram, ainda, as pessoas que resistem às expulsões atribuídas ao marido de Cristiane Sales (de prenome Frances), “ainda hoje sofremos ameaças, inclusive, de morte e de termos nossas casas incendiadas se não cedermos também à área total destinada aos quintais, que também, começaram a ser vendidas pelo casal de forma ilegal”.
Sobre o assunto, parte dos moradores das etapas do Projeto 1 e 3, recentemente teriam sido assediados a trocar suas casas por apartamentos em prédios invadidos por movimentos de luta por moradia popular no centro da cidade de Manaus. Uma segunda proposta - aquém desistissem dos imóveis - seria transferido para um novo loteamento financiado pela Caixa, localizado nas fundiárias da Nova Igreja Batista, entre os bairros Colônia Santo Antônio e Cidade Nova 1.
- Ninguém concordou e agora devemos ir ao Ministério Público Federal a fim de que a Superintendência Estadual da CAIXA e o Ministério das Cidades sejam citados na ação movida por moradores contra a Associação de Mulheres Por Moradia Orquídeas liderada pelo casal Frances e Cristiane Sales, acrescentaram fontes.
A reportagem tentou entrar em contato com o Movimento de Mulheres Por Moradia Orquídeas (MMMO) pelo número de celular (92) 98408... final 38, inscrito no Registro de Licenciamento Ambiental no IPAAM Nº 1012, do Processo Nº 4115/10-V2, (que estaria com a validade vencida), mas, não teve retorno às ligações.
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