Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - O esquema de invasões de terras no município de Manaus, no Estado e da União atribuído a movimentos indígenas de não aldeados têm preocupados autoridades e entidades civis organizadas com atuação e combate à descaracterização da causa indígena e do fortalecimento do processo de cidadania dos povos originários amazonenses.
As ocupações ilegais teriam avançado nas três esferas do poder público, principalmente, nas zonas Oeste e Leste da Capital Manaus e nos biomas do Tarumã-Mirim e Açú. Nessas áreas, já em 2011, aparece a figura do suposto Cacique Kokama Aguinaldo Pereira Gonçalves, mais conhecido como “Águia’ que teria migrado à região do município de Santo Antônio do Içá, no Solimões.
Admitido no serviço público, Agnaldo Pereira Gonçalves, começa a dar os primeiros passos em direção a uma série de invasões de terras públicas no entorno da cidade. A participação dele em movimentos de sem-terra, à época, rendeu-lhe a primeira prisão do pedido do Ministério Público do Estado (MPAM) em ação ajuizada junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).
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Agnaldo (O Aguia) e Paulino presos em regime
fechado por liderarem invasões de terras
Diante de surpreendentes revelações, ‘Águia’ e o parceiro Vitor Paulino fizeram dupla de condenados em regime fechado por decisão do juízo da 2ª Vara Criminal, inclusive por acusações de tráfico de drogas em áreas invasões sob sua liderança dentro do movimento indígena que o fez “donos de balneários no micro bioma dos Tarumã e de uma área de praia ao logo da Bacia do Rio Negro”, revelam moradores do Ramal do Abelha, das praias da Lua e Tupé.
TRISTE HISTÓRICO
Em maio de 2019, Marco Mota dos Santos (O Sombra), à época, 32 anos, e Lilian de Oliveira Morais, 34, foram presos suspeitos de integrarem a Facção Criminosa Família do Norte (FDN) e liderarem o tráfico na Capital Manaus. Segundo policiais, Marco comandava o tráfico de drogas na Comunidade do Bariri, no bairro Presidente Vargas, na Zona Sul. Ambos foram presos pelo Departamento de Repressão Ao Crime Organizado (DRCO).

Dupla não indígena a serviço de Águia em
invasões em terras públicas, em Manaus
De acordo com informações, Lilian e o marido Agnaldo Pereira Gonçalves (mais conhecido como Águia) lideravam o comércio de drogas na invasão “Cidade das Luzes”, bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. Ela, à época, foi recolhida ao Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF), onde o marido já se estava pelo mesmo motivo.

Reunião de chefes de ocupações e militantes
na 'Comunidade Cidade das Luzes", no Tarumã

Águia (de chapeu) comanda reunião de
indígenas não aldeados, no Taruma
Na última sexta-feira (26), revelações surpreendentes foram feitas por integrantes de movimentos indígenas dissidentes dos que são comandados por Agnaldo Pereira Gonçalves. Esses organismos, segundo interlocutores, ‘sabemos da influência de Águia e seus braços políticos e financeiros sobre indígenas não-aldeados e moradores vulneráveis das comunidades que se estendem da Bacia do Rio Negro, passando por municípios da Grande Manaus, entre os quais, Autazes, Careiro Castanho, da Várzea, Manaquiri, Iranduba, Manacapuru, Novo Airão e do Médio e Alto Rio Negro’.
Conforme relatos à reportagem, “Agnaldo e a mulher Lilian de Oliveira Morais, desde 2011 contariam com apoio de pessoal forte dentro da FEI, Funai, DSEI, Casai, Sesai e Condidi cujos membros os temeriam”.
Acrescentaram, no entanto, que ‘só a Polícia Federal poderia dá ao casal e seus braços criminosos grandes baques’. Enquanto isso, indígenas que não rezam pela cartilha do casal ‘agradecemos à equipe da Delegacia Especializada de Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA) pela prisão do suposto Cacique Kokama’, no dia 15 passado.
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A reportagem tentou contato com a defesa de Agnaldo Pereira Gonçalves (O Águia) por celular, mas não ouve retorno até o fechamento desta edição.

Águia e aliados indo ao Ramal do Abelha antes de sua prisão
VEJA VÍDEO: