Trata-se de uma doença raríssima, chamada síndrome da fermentação no intestino, ou como é popularmente chamada, síndrome da autocervejaria
Até quem não bebe, por vezes, prefere evitar o bafômetro. Imagine então ser parado, obrigado a soprar o aparelho, não ter ingerido nenhuma gota de álcool e, ainda assim, ser “flagrado” no testo? Isso aconteceu com uma professora norte-americana, dde Nova York, pega com um nível de álcool no organismo quatro vezes superior ao permitido pela lei dos Estados Unidos – de 0,08%.
Ainda assim, ela conseguiu ser inocentada. Acontece que o sistema digestivo dela produz “sua própria bebida”. Trata-se de uma doença raríssima, chamada síndrome da fermentação no intestino, ou como é popularmente chamada, síndrome da autocervejaria.Segundo o Geek, a professora foi inocentada após apresentar exames médicos que comprovaram que ela tinha a doença para o tribunal e que a síndrome era a causa dela ter apresentado um índice de 0,34 de álcool no corpo, mas sem ter ingerido nenhuma bebida alcoólica.
As acusações foram retiradas e ela vai começar o tratamento para a doença.A síndrome é causada pela presença excessiva, no organismo, de um fungo, o Saccharomyces cerevisiae. Ele transforma açúcares dos amidos ingeridos pelo paciente, como massas e refrigerantes, em álcool, deixando a pessoa embriagada mesmo sem ter ingerido bebida alcoólica.
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Os apreciadores de cerveja conhecem bem esse fungo, família da levedura. O tratamento da síndrome é feito com a ajuda de remédios que combatem fungos e uma dieta de restrição de açúcares.
Não é a primeira vez que casos como esse são registrados. A BBC publicou, em março de 2015, a história de um homem que produzia altos níveis de etanol no corpo quando ingeria carboidratos.
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Os primeiros casos registrados da doença surgiram no Japão, na década de 1970. Só que nesses episódios a justificativa encontrada pelos pesquisadores e cientistas era a presença de uma enzima hepática anormal nesses pacientes, o que acabava fazendo com que eles não conseguissem se livrar do álcool em seus organismos. Só em 2005, um caso parecido com a da professora norte-americana foi registrado, no Texas, depois que uma amiga, saudável, da chefe de enfermagem e ciências da saúde, em Panola College, Barbara Cordell.
Fonte: Curiosamente