Funcionária da vítima havia filmado ameaça feita pelo marido momentos antes dela ser assassinada
Um homem foi preso por suspeita de feminicídio após ameaçar a esposa, que foi morta na cidade de Murici, em Alagoas, dentro da própria loja. O crime aconteceu na terça-feira, 14, e Jeferson Marcos Timóteo da Silva foi preso nesta quarta, 15.
Pouco antes do assassinato, Jeferson foi filmado dentro da loja onde a esposa trabalhava, fazendo ameaças contra ela. A vítima é Carla Janiere da Silva Barros, de 24 anos. Ela estava trabalhando quando o homem entrou no estabelecimento de forma agressiva.
Uma funcionária da vítima passou a filmar a situação, quando o homem chegou a quebrar uma bancada dando socos. Silva apareceu ameaçando a esposa repetindo: "Você não vai precisar de um advogado, pode ter certeza", e saiu em seguida. Ele também fez ameaças à mulher que o filmava.
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De acordo com a polícia, ele teria voltado mais tarde com uma pistola, e disparou contra Carla, que morreu na hora. Ele também teria deitado ao lado dela, para fingir que estava morto, quando a PM chegou no local.
O delegado Fernando Lustosa informou que a Justiça converteu a prisão em flagrante do acusado em preventiva. A Polícia Civil já realizou os procedimentos legais e o autor será encaminhado para o Sistema Prisional.
"Em relação ao indivíduo que foi detido pela Polícia Militar pelo crime de feminicídio na data de ontem, no município de Murici, informamos que o auto de prisão e flagrante foi devidamente homologado pela justiça plantonista e convertido em prisão preventiva", diz o delegado em um vídeo nas redes sociais.
"Nesse caso, estamos concluindo a documentação necessária para a transferência do indivíduo ao sistema prisional, onde ele ficará à disposição da justiça da comarca de Murici pelo crime de feminicídio.
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Reiterando ainda a preocupação por parte da Secretaria de Segurança Pública e do Governo do Estado na apuração mais célere possível de crimes envolvendo violência doméstica contra a mulher e que os responsáveis sejam devidamente encaminhados à justiça para responder pelos seus atos", completou Lustosa.
Fonte:Terra