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Mulher que imitou macaco em restaurante é identificada
Foto: Reprodução

Caso de racismo mirou três outras mulheres dentro de Shopping em Cotia, na Grande São Paulo; Autora responderá a ação na Justiça.

A Polícia Civil anunciou nesta sexta-feira (14) que conseguiu identificar a mulher que foi flagrada pelas câmeras de segurança do shopping Open Mall The Squatre, em Cotia, na Grande São Paulo, imitando macaco na direção de três mulheres negras que estavam no mesmo restaurante. As imagens ganharam destaque na imprensa e nas redes sociais enquanto o episódio era investigado ao longo dessa semana.

 

De acordo com as informações da polícia, a mulher se chama Thaís Pinheiro Andrade Nakamura e tem 40 anos. Segundo o relato das vítimas, ela simplesmente teria se aproximado e feito um elogio irônico às três: “lindas e corajosas por estarem aqui”, em tom de deboche.

 

Em seguida, abordou o marido de uma elas, que é branco, e o questionou por quê estaria entre as mulheres negras. Esses dois primeiros momentos não foram capturados pelas câmeras.

 

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Em seguida, já sendo filmada, Thaís imitou um macaco na direção do trio e uma confusão se instalou. Nas imagens é possível ver a mesa se levantando, reclamando da conduta e saindo do local. O encontro foi armado por uma das três mulheres vitimadas pelo ataque racista, com a irmã e uma amiga. Elas estavam tristes com a recente perda do pai.

 

Uma das vítimas diz que quando se levantou para ir ao banheiro e consequentemente teve de passar ao lado de Thaís, foi chamada de ‘macaca’. “Parei, olhei para trás e perguntei se realmente ela estava incomodada e ela gesticulou que sim e disse: ‘é isso mesmo’. Nesse momento fui com o celular e até ela, gravando, chamando-a de ridícula, enquanto o garçom tentava me segurar. Minha amigo chamou ela de racista”, contou à polícia.

 

O advogado José Luiz de Oliveira Júnior, que representa as vítimas, disse ao Uol que entrará com uma ação para responsabilizar a autora. Já a defesa da vítima ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. O que se sabe, a partir dos depoimentos das vítimas é que o marido da autora teria se desculpado pela sua atitude.

 

“A agressora precisa sofrer um processo-crime e um dos maiores prejuízos que as pessoas precisam sentir é no bolso”, declarou o advogado das vítimas.

 

 

Em termos criminais, ao final do inquérito a Polícia Civil deverá enviar um relatório do Ministério Público que decidirá se oferece ou não uma denúncia à Justiça. 

 

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Fonte:Revista Fórum

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