Delegada titular da Depca, Juliana Tuma, confirmou a prisão da mulher que prostituiu as filhas adolescentes
Policiais civis da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prenderam na última quinta-feira, 20, uma mulher de 38 anos, por explorar sexualmente duas filhas adolescentes, de 14 e 15 anos.
As investigações revelaram que a mãe submetia as filhas à prostituição desde os 12 anos, sob constante ameaça e agressão física quando se recusavam.
A ação criminosa veio à tona no dia 12 de junho, após denúncias das vítimas e diante da gravidade do caso, a equipe policial agiu rapidamente, reunindo provas e capturando a mãe acusada de prostituir as duas filhas adolescentes.
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A filha mais velha da mulher acusada, está com 21 anos de idade, hoje em dia segue a vida como prostituta e confirma que também passou tudo isso que as irmãs de 14 e 15 anos estavam passando, até a polícia descobrir tudo.
Policiais da Depca foram à casa da mulher para prendê-la
De acordo com a delegada titular da Depca, Juliana Tuma, a acusada é usuária de drogas e cegava a cobrar até R$ 200,00 pelo programa sexual de cada uma das filhas.
Os homens que pagavam pelos programas sexuais, sequer usavam preservativos, deixando as adolescentes em perigo de contrair doenças venéreas, de ficarem grávidas, serem submetidas a abortos provocados, criminosos ou se tornarem mães precoces.
As adolescentes confirmaram em seus depoimentos que já vinham sendo prostituídas pela mãe usuária de drogas, já pelo menos três anos, e nunca fizeram programas sexuais espontâneos.
Sempre que se negavam a atender os clientes da mãe, as jovens eram espancadas, ficavam de castigo, submetidas a esses e outros maus tratos, até que voltassem a obedecer e “se vender” para homens diferentes.

Mãe acusasa morava em um beco no bairro do Novo Aleixo
(Fotos: Divulgação)
Na coletiva de imprensa a delegada titular da Depca, Juliana Tuma, também confirmou que a mãe acusada, revertia quase todo o dinheiro que ganhava prostituindo as filhas, em compras de drogas para manter seu vício.
A mãe presa não teve o nome divulgado, para que também sejam preservadas as identidades das duas filhas prostituídas, e vai ficar à disposição da Justiça, após passar pela audiência de custódia.
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